domingo, 1 de fevereiro de 2026
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De papa a prefeito de Roma: Lula faz maratona de encontros para fortalecer posição do Brasil

“A minha viagem foi, do meu ponto de vista, para recolocar o Brasil no centro das discussões sobre a questão climática no mundo”, afirmou o presidente brasileiro, durante uma entrevista coletiva no final da tarde. Lula salientou o compromisso do Brasil de zerar o desmatamento da Amazônia até 2030.

A fala do brasileiro foi feita após uma maratona de encontros que busca consolidar a posição do Brasil para negociar pactos comerciais e ambientais, à véspera de uma Cúpula internacional que vai discutir o financiamento de nações diante da crise climática.

Múltiplos encontros

Pela manhã, Lula esteve no Palácio Quirinale onde foi recebido pelo presidente italiano para um encontro bilateral. Mattarella lembrou a invasão do Congresso brasileiro no dia 8 de janeiro e felicitou o brasileiro por sua defesa à democracia.

“Expresso toda a minha estima e apreço por sua defesa da democracia e do Parlamento. Um ataque ao Parlamento em uma tentativa de subverter os resultados das eleições, momento muito importante da democracia”, comentou o presidente.

Durante o encontro foram discutidas questões comerciais e o acordo entre a União Europeia e o Mercosul. O brasileiro tenta desbloquear a assinatura desse pacto comercial, que precisa da assinatura de todos os países membros da UE.

As alterações exigidas pela Europa em relação a garantias ambientais devem estar na pauta de seu encontro com o presidente francês Emmanuel Macron, que acontecerá em Paris, na sexta-feira (23).

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e a primeira-dama, Janja, encontram com o papa Francisco no Vaticano.
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e a primeira-dama, Janja, encontram com o papa Francisco no Vaticano. © Ricardo Stuckert

Visita ao papa

Durante tarde, o brasileiro foi ao Vaticano para uma audiência com o papa Francisco, com quem falou sobre a guerra na Ucrânia e o processo de paz, a luta contra a pobreza, o respeito às populações indígenas e a proteção do meio ambiente, segundo nota do Vaticano.

Lula esteve com o pontífice argentino por quase uma hora, a quem deu de presente uma gravura do artista brasileiro J.F. Borges.

“Estamos em tempos de guerra e a paz é muito frágil”, disse Francisco ao presidente brasileiro, segundo um vídeo divulgado na conta no Twitter do presidente. Em seguida, o papa deu a Lula um baixo-relevo em bronze.

Na sequência, Lula foi ao Palácio Chigi, onde foi recebido com honras militares pela primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, representante da extrema direita. Segundo o presidente brasileiro, o encontro com a chefe de governo é parte da aproximação com o país que tem relação histórica com o Brasil.

Ao final do dia, o brasileiro visitou o prefeito de Roma, o democrata Roberto Gualtieri. O prefeito italiano foi um dos políticos a visitarem Lula em Curitiba durante o tempo em que esteve preso.

Na quinta-feira pela manhã, Lula deixa Roma e vai a Paris, onde além de se reunir com Macron, terá encontros bilaterais com o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, e com o presidente da COP28, Sultan Ahmed Al-Jaber.

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