sábado, 31 de janeiro de 2026
InícioBrasilCardeal Hummes: a Igreja e a REPAM devem ser aliadas dos povos...

Cardeal Hummes: a Igreja e a REPAM devem ser aliadas dos povos da Pan-Amazônia

A Igreja e a REPAM precisam recordar o que os povos da Pan-Amazônia pediram no Sínodo Especial para a Amazônia, “que a Igreja fosse uma aliada, uma Igreja que estivesse com eles, uma Igreja que apoiasse o que eles decidem”, afirma Dom Cláudio.

A região Pan-Amazônica, que compreende 43% do território da América do Sul, é partilhada por nove países e habitat de milhões de espécies animais e vegetais e, ainda, local onde vivem mais de 33 milhões de pessoas. De acordo com o Cardeal Cláudio Hummes, presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica/REPAM, mesmo com sua grandeza territorial e de biodiversidade, a Pan-Amazônia é uma região pouco preparada para enfrentar essa pandemia “porque sempre foi muito desassistida da parte dos próprios governos, muito abandonada e, até mesmo, constantemente destruída e reprimida na luta por seus direitos, por sua vida”.

Ainda, de acordo com o Cardeal, a Igreja e a REPAM precisam recordar o que os povos da Pan-Amazônia pediram no Sínodo Especial para a Amazônia, “que a Igreja fosse uma aliada, uma Igreja que estivesse com eles, uma Igreja que apoiasse o que eles decidem”, afirma Dom Cláudio.

Confira a preocupação e apelo do Cardeal Cláudio Hummes à Igreja e à REPAM frente ao crescimento da pandemia em toda a Pan-Amazônia.

“A REPAM está muito preocupada e exige maior atenção da parte dos governos em relação à essa grande região Pan-amazônica, por causa dessa enfermidade do novo Coronavírus que se alastra sempre mais por toda a região, que está muito menos preparada para enfrentar essa pandemia porque sempre foi muito desassistida da parte dos próprios governos, muito abandonada e, até mesmo, constantemente destruída e reprimida na luta por seus direitos, por sua vida.

O índice de mortalidade nessa região se torna cada vez maior, sobretudo nas grandes cidades, mas também nas cidades de porte médio. O colapso do sistema de saúde em muitas delas já está acontecendo e em outras vai acontecer cada vez mais. Diante deste cenário de pandemia, incumbe aos poderes públicos implementar estratégias responsáveis de cuidado para com os setores populacionais mais vulneráveis, e ali estão os nossos povos indígenas e tantos outros.

E a Igreja? A Igreja, em primeiro lugar, deve indignar-se, como diz o Papa Francisco, e denunciar essas grandes carências e as injustiças que o povo dessa região está sofrendo, sobretudo os mais pobres e vulneráveis, os povos originários, quilombolas e outros. Por outro lado, a Igreja deve procurar estar próxima das populações indígenas no seu dia a dia, para que elas sintam que a Igreja está do lado delas, que a Igreja é uma aliada que consola, encoraja e reza junta deles, fortificando nelas a esperança e a vontade de lutar por mais justiça, solidariedade e recursos para sobreviver.

O Papa Francisco sempre nos estimula para que a Igreja, e a REPAM, realmente esteja junto do povo, mais próximo no dia a dia, para com eles caminhar como aliada, assim como os próprios povos indígenas pediram no Sínodo Especial para a Amazônia.

Os povos pediram que a Igreja fosse uma aliada, uma Igreja que estivesse com eles, uma Igreja que apoiasse o que eles decidem, o que eles pretendem e de que forma eles pretendem construir o seu futuro nesse momento tão difícil da pandemia. Assim, a Igreja e a REPAM devem estar junto a eles no dia a dia, como aliadas dessas populações da nossa grande Pan-amazônia.

Vatican News

NOTÍCIAS RELACIONADAS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!
- Advertisment -

Notícias Recentes