quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
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AS SAGRADAS LETRAS E A CONDENAÇÃO A JUÍZES INJUSTOS – Reflexões Teológicas: com Ricardo Alfredo

AS SAGRADAS LETRAS E A CONDENAÇÃO A JUÍZES INJUSTOS

Um dos princípios fundamentais da justiça é a equidade, diante do termo cuique suum, que significa a cada um o que é seu. De modo geral, a ideia central deste termo é a aplicação da virtude moral e ética como vontade e firmeza para dar a cada, um o que é seu.

Este termo usado tem sua semelhança com a isonomia, que doutrina o princípio geral do direito, em que todos são iguais perante a lei, sem distinção de cor, raça ou credo. E de tal modo, que a imparcialidade seja transmitida nas ações judiciais e nos juízes. Por outro lado, a população rejeita de pronto parcialidade de um magistrado.

O sistema mundano que tem levado homens e mulheres a escolherem consciente ou inconscientemente agir com prepotência, arrogância e caminhos injustos. E é destas ações que nascem os corações duros, sem nenhum afeto e pior, e com práticas das piores injustiças sociais possíveis.

Nesta situação estão diversos homens e mulheres, que receberam do Eterno a oportunidade de servir ao próximo em cargos superiores na hierarquia humana. No entanto, passara a agir de forma injusta e desumana. E assim, receberam a reprovação divina, pois exploravam os pobres, as viúvas e os órfãos. Além de determinar o cumprimento de leis opressoras e cruéis.

A respeito destas ações, diz o profeta Isaías: Ai dos que decretam leis injustas, e dos escrivães que prescrevem opressão. Para desviarem os pobres do seu direito e para arrebatarem o direito dos aflitos do meu povo; para despojarem as viúvas e roubarem os órfãos! (Isaías 10:1,2).

A passagem bíblica do livro do profeta Isaías é uma condenação expressa as autoridades jurídicas que agem de forma injusta, portanto, são reprovadas e advertidas para mudarem seus comportamentos.

Diz as Sagradas Letras que: O Eterno, o justo Juiz, é incorruptível – “Pode, acaso, associar-se contigo o trono da iniquidade, o qual forja o mal, tendo uma lei por pretexto? Ajuntam-se contra a vida do justo e condenam o sangue inocente”. (Sl 94:20,21); “Pode, acaso, associar-se contigo o trono da iniquidade?”. A resposta é não. O juiz de toda a terra (Sl 94.2) é incorruptível e insubornável.

De forma triste, temos que reconhecer que ao longo das décadas nada mudou, e que há ainda muitos juízes que agem sem responsabilidade e sem visão da eternidade. E fazem das leis, que deveriam proteger o pobre e o necessitado, armas para escravizar, humilhar e destruir seus alvos. E esquecem que há o justo Juiz dos Mundos, que em breve se levantará para julgar a causa dos desamparados.

O sábio Salomão, ao observar o mundo da justiça, declarou: os juízes desonestos se vendem por dinheiro e por isso são injustos nas suas sentenças. Quem tem juízo procura a sabedoria, mas o tolo não sabe o que quer. O filho sem juízo é tristeza para o seu pai e amargura para a sua mãe. Não é bom multar um homem correto; não é certo castigar os líderes honestos. Quem controla as suas palavras é sábio, e quem mantém a calma mostra que é inteligente. Até um tolo pode passar por sábio e inteligente se ficar calado.

Portanto, as Sagradas Letras combatem inabalavelmente os juízes injustos, advertidos de suas ações de corrupção, de opressão dos pobres e de manipulação das leis, como relatam os livros de Isaías, os Salmos e Provérbios. Para as Sagradas Escrituras, estes juízes, assentados em posições de honra, são chamados à retidão e são julgados pelo Eterno quando abusam da sua autoridade, favorecendo os maus e prejudicando os fracos, as viúvas, o estrangeiro, os desamparados e os órfãos. Então, temos o dever de continuar lutado contra as forças malignas que atuam no mundo. Todavia, devemos lembrar que a vingança pertence ao Eterno como diz as Sagradas Letras ao firmar: “Minha é a vingança; eu retribuirei. No devido tempo, os pés deles escorregarão; o dia da sua desgraça está chegando, e o seu próprio destino se apressa sobre eles”. (Deuteronômio 32:35)

Muita Paz, Luz e Justiça a todos!

Pesquisador e Escritor Ricardo Alfredo

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