domingo, 1 de fevereiro de 2026
InícioBrasilAs 10 Especialidades Médicas Mais Vulneráveis à Depressão

As 10 Especialidades Médicas Mais Vulneráveis à Depressão

Em um estudo publicado em dezembro de 2023, na Mayo Clinic Proceedings, pesquisadores apresentam uma análise detalhada sobre as taxas de depressão entre médicos, abordando o impacto significativo das experiências adversas, tanto na infância quanto ocupacionais, sobre a saúde mental desses profissionais. Realizada no período entre o final de 2020 e início de 2021, a pesquisa englobou 7.360 médicos, destacando a prevalência de sintomas de depressão em diversas especialidades médicas.

Os resultados do estudo colocam em evidência as dez especialidades com as maiores taxas de depressão, variando de leve a severa: Urologia (38,5%), Medicina de Emergência (38,3%), Medicina Familiar (35,8%), Ginecologia e Obstetrícia  (33,6%), Medicina Interna Geral (33,3%), Medicina Física e Reabilitação (32,7%), Radiologia (32%), Subespecialidade Pediátrica (31,9%), Psiquiatria (31,8%) e Dermatologia (31,6%). Em contrapartida, a Oftalmologia registrou a menor taxa, com 19,1%.

O estudo introduz um novo conceito: “experiências ocupacionais adversas”, identificando-as como fatores de risco para depressão e esgotamento profissional (burnout) tão significativos quanto as adversidades na infância. Um exemplo marcante dessas experiências foi a prestação de cuidados a pacientes com COVID-19 sem os devidos equipamentos de proteção individual, destacando os desafios únicos enfrentados pelos médicos durante a pandemia.

Mickey T. Trockel, MD, PhD, autor principal do estudo e diretor de inovação baseada em evidências no Centro WellMD de Stanford Medicine, ressalta a importância dessas descobertas. Trockel observa que as experiências ocupacionais adversas não apenas são comparáveis às experiências adversas na infância em termos de impacto sobre a saúde mental, mas também são mais prevalentes entre os médicos, sugerindo uma preocupação de nível populacional mais significativa para a categoria.

O estudo sugere a adoção de medidas de triagem para depressão, alinhadas às recomendações da U.S. Preventive Services Task Force, incluindo a avaliação de experiências adversas tanto ocupacionais quanto da infância. Essa abordagem visa facilitar esforços de prevenção primária seletiva e a implementação de intervenções direcionadas a médicos em risco, antes do desenvolvimento de sintomas depressivos.

A pesquisa enfatiza a necessidade crítica de abordar o esgotamento e a depressão entre os médicos como parte do plano de recuperação da AMA para os profissionais da saúde nos Estados Unidos, ressaltando a importância de desenvolver recursos que priorizem o bem-estar e promovam mudanças no fluxo de trabalho. Essas iniciativas são fundamentais para permitir que os médicos se concentrem no que realmente importa: a prestação de cuidados empáticos e de alta qualidade aos pacientes.

Fonte: Triagem

NOTÍCIAS RELACIONADAS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!
- Advertisment -

Notícias Recentes