Depois de seis décadas aguardando uma solução definitiva, o Rio Grande do Norte iniciou oficialmente a duplicação da BR-304, a principal rodovia federal que corta o estado. A ordem de serviço do primeiro trecho foi assinada nesta quinta-feira (22), durante solenidade realizada no entroncamento com a RN-233, no município de Assu, marcando um momento histórico para a mobilidade, a economia e a segurança viária potiguar.
O sentimento que tomou conta do evento foi de alívio e expectativa. Quem depende da rodovia diariamente sabe o quanto a obra é necessária. “Esperamos a vida inteira por essa duplicação. Para o comércio e para a nossa segurança, vai ser ótima”, afirmou a comerciante Joelma Maria de Sousa, moradora do Vale do Açu, que cruza a BR-304 todos os dias.
Investimento histórico e obra estruturante
O Lote 1 da duplicação compreende 57,6 quilômetros, no trecho entre Mossoró e Assu, e receberá um investimento de R$ 376 milhões. A execução ficará a cargo da Construtora Luiz Costa (CLC), empresa sediada em Mossoró, e será realizada com pavimento rígido, tecnologia que garante maior durabilidade e menor necessidade de manutenção ao longo do tempo.
Além da assinatura da ordem de serviço do primeiro lote, o Governo do Estado também anunciou o lançamento do edital do Lote 2, que ligará Macaíba a Riachuelo, no Agreste potiguar. Esse segundo trecho terá 38,1 quilômetros de extensão e dará continuidade ao eixo rodoviário a partir do fim da Reta Tabajara.
Integração regional e desenvolvimento
Com a duplicação, a BR-304 passa a consolidar um dos principais corredores logísticos do estado, conectando o litoral ao Agreste, à região Central e ao Oeste potiguar. A obra é considerada estratégica não apenas para reduzir acidentes e melhorar o fluxo de veículos, mas também para impulsionar o desenvolvimento econômico, facilitar o escoamento da produção e fortalecer o comércio regional.
A duplicação da BR-304 representa, assim, uma das maiores intervenções de infraestrutura já realizadas no Rio Grande do Norte, transformando uma reivindicação histórica da população em uma obra concreta, que começa a sair do papel e ganhar forma no chão do estado.




