domingo, 1 de fevereiro de 2026
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Agressão a mulher que segurava criança de colo resulta em afastamento de policiais

A governadora Fátima Bezerra (PT) anunciou há pouco, em suas redes sociais, o afastamento do policial militar filmado quando agredia uma mulher que segurava uma criança no colo, em Santo Antônio-RN. Os outros integrantes das guarnições também foram retirados das ruas até que o caso seja apurado.

A vítima acionou a PM, na noite de 15 de julho, a fim de prender em flagrante o companheiro que a espancara, mas se arrependeu e interferiu para que não prendessem o homem, irritando um dos integrantes da guarnição que a xingou e depois passou a lhe desferir tapas, a ponto de a derrubar no chão.

Enquanto isso, outro PM tomou a criança nos braços, evitando que também fosse atingida no ataque de fúria do colega.

 

 

“Assim que tomei conhecimento do episódio lamentável que ocorreu ontem em Santo Antônio liguei para o secretário de Segurança Pública, Cel Araújo; o comandante da PM, Cel Alarico; a delegada-geral, dra Ana Cláudia, e determinei que fossem tomadas as providências imediatas para apuração e punição dos responsáveis”, afirma a governadora

Ainda de acordo com Fátima Bezerra, “Medidas já foram adotadas. Os policiais foram afastados e as respectivas condutas serão apuradas com direito de defesa, como determina a lei”. A cena é descrita por ela como algo “abominável que agride não só a nós, mulheres, mas a uma sociedade atenta a um contexto que, infelizmente, continua a nos horrorizar e a nos indignar”.

“Um Governo como o nosso”, prossegue, “que tem feito todo o esforço para implementar políticas públicas de proteção às mulheres, como o núcleo de investigação policial de combate ao feminicídio, a patrulha Maria da Penha, a delegacia virtual de atendimento às mulheres, a casa de acolhimento à mulher vítima de violência, entre outros, jamais toleraria um absurdo como esse”.

A nota é finalizada com a afirmação de que “Não mediremos esforços e seguiremos firmes para tornar o Rio Grande do Norte um Estado livre do feminicídio, onde as mulheres possam viver com dignidade e sem violência”.

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