domingo, 1 de fevereiro de 2026
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Reflexões Teológicas: com Ricardo Alfredo

Etapa II

Nesta página, do nosso jornal, na coluna Reflexões Teológicas, estamos lançando uma sequência de comentários sobre o perdão. Será dividido em três etapas, sendo a primeira a oportunidade de perdoar, que já está a disposição para leitura nesta página. E hoje estamos lançando a segunda parte que é:  aprendendo a perdoar e como o perdão pode ajudar. Convido-os a se deleitar no conhecimento e no bálsamo do Senhor.

 

Aprendendo a perdoar

Quando se ler este título, a pergunta mais comum, é: porque devo aprender a perdoar? Já que a pessoa que me feriu não está nem aí, para o problema que ela causou na minha vida!

É bom lembrar que a pessoa mais importante nesta relação é você. E é você que fica remoendo a raiva e o rancor, que pode prejudicar apenas a sua vida. Logo, é fácil compreender que as doenças da alma podem serem refletidas na vida física, de tal modo que pode levar a morte do corpo.

Então, aprender a perdoar não significa que precisamos manter a mesma amizade, ou o mesmo relacionamento. Pelo contrário, cada pessoa tem o seu tempo certo.

Neste tempo, em que as versões variam para cada pessoa, ele deve ser usado para refletir, analisar cada passo que foi dado até chegar à raiz do problema que ocorreu. Visto que, cada parte do problema tem a sua visão do que aconteceu, assim como cada parte um tem a sua versão, e é humano que cada um queira ter razão.

As palavras ditas em momento errado, podem causar feridas profundas, e de tal forma, que fica difícil depois encontrar um meio para perdoar ou ser perdoado. Então no momento da raiva a melhor ação ainda é conter as palavras e talvez fazer silêncio. Diz as Sagradas Letras sobre a ação do silêncio: “Até o tolo, quando se cala, é reputado por sábio; e o que cerra os seus lábios é tido por entendido”. (Provérbios 17:28). Veja que caminho do sábio no momento da ira ou do rancor, é fazer silêncio.

Quando falamos em silenciar para não magoar, as Sagradas Letras trazem um ensinamento profundo ao dizer: “O que guarda a boca e a língua guarda a sua alma das angústias” (Provérbios 21.23). O grande Rei do universo, nos conferiu um órgão que tem o poder de dar vida ou de levar à morte: a língua.

Sobre o silêncio, diz o sábio Salomão: “Prata escolhida é a língua do justo, mas o coração dos perversos vale mui pouco. Os lábios do justo apascentam a muitos, mas, por falta de senso, morrem os tolos” (Provérbios 10.20-21).

Sem sombra de dúvida, o perdão está entre as capacidades que levam a felicidade pessoal. É justamente, o perdoar que tonifica a alma e previne contra diversas doenças cardíacas e emocionais.

Para aprender a perdoar, é necessário a habilidade de se autoconhecer, de tal forma que as emoções podem ser controladas e a raiva canalizada para o bem.  Disto isso, é bom temos em mente que o perdão também precisa de ajuda, até porque ele não vem sozinho.

Quando há disponibilidade de perdoar, também há necessidade de mudanças, principalmente no comportamento e no pensar. Mesmo assim, nem todos iram conseguir perdoar e dominar as emoções. Todavia, se faz necessário reaprender a ter um coração de servo. Pois, o perdoar, não significa livra o outro da culpa, mais liberta-se e segui em frente.

Após fazer a limpeza das emoções e da alma, se faz necessário deixa o passado no passado. Até porque o perdão dado deve eliminar as experiências ruins vividas.

Portanto, o perdoar é o tempo certo para restaurar os sentimentos, comportamentos e criar uma vida cheia da graça e do dom de viver.

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