sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
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Sou tudo o que Trump odeia”: Negra, gay e imigrante, Karine Jean-Pierre é a nova porta-voz da Casa Branca

Com informações do correspondente da RFI em Washington, Guillaume Naudin

Em 2018, Karine Jean-Pierre disse em uma entrevista: “Sou tudo o que Donald Trump odeia”. Quatro anos depois, ela será a responsável por conduzir o discurso presidencial e responder diariamente às perguntas da imprensa. Longe de ser uma novata na política, ela já participou de inúmeras campanhas eleitorais e fez parte das equipes de Barack Obama e depois de Joe Biden.

Filha de pais de origem haitiana, que fugiram da ditadura de Jean-Claude Duvalier, Karine Jean-Pierre, 44, nasceu na Martinica. Seus pais se mudaram para os Estados Unidos quando ela tinha 5 anos e foi lá que Karine fez sua vida. Uma jornada familiar que exemplifica o sonho americano. Seu pai era taxista e sua mãe, cuidadora. Karine se formou na prestigiosa Universidade de Columbia, em Nova York, antes de se tornar uma ativista social e depois na política.

Karine Jean-Pierre participou da campanha presidencial de Barack Obama em 2008 e continuou trabalhando como ele, na Casa Branca. Após a reeleição do democrata, ela começa a dar aulas em Columbia, se torna analista de política na televisão e porta-voz de um movimento de apoio a candidatos progressistas.
Casada com uma repórter do canal americano de TV CNN, com quem tem uma filha adotada, Karine conhece bem a relação com a imprensa. Já participou de várias coletivas na Casa Branca como vice-porta-voz. Agora, ela sucede a sua chefe, Jen Psaki, que deve assumir um cargo num canal de notícias próximo aos democratas.

“Ela vai dar voz a tantas pessoas”
Na quinta-feira (5), Jen Psaki apresentou Karine Jean-Pierre ao final de um encontro com jornalistas credenciados na Casa Branca. Com a voz às vezes embargada de emoção, ela elogiou as qualidades de sua assistente, a quem abraçou vezes.

Karine Jean-Pierre “será a primeira mulher negra, a primeira pessoa abertamente LGBT+ a ocupar esse cargo, o que é ótimo, porque representatividade é importante. Ela dará voz a tantas pessoas e mostrará o que é possível quando você trabalha duro e sonha alto”, disse Psaki.

Igualmente emocionada, a futura Secretária de Imprensa declarou: “É um momento histórico e estou bem ciente disso. Eu entendo o quanto é importante para muita gente”.

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