sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Notas da Redação

APOIO

Na história do Brasil, a partir dos anos 60, é possível indicar o insucesso de presidentes da República que se julgaram fortalecidos pelo apoio popular e que, no final, perderam seus mandatos pela avaliação errônea do poder que julgavam ter.

JÂNIO

Jânio da Silva Quadros, 22º presidente do Brasil, foi eleito em 3 de outubro de 1960, assumindo em 31 de janeiro de 1961. Teve como bandeira o combate à corrução e usava uma vassoura como símbolo.

CONGRESSO

Apesar da grande popularidade, Jânio não conseguiu esquema de sustentação no Congresso Nacional, mesmo sendo eleito com grande apoio popular. Recebendo quase 6 milhões de votos, renunciou no dia 21 de agosto de 1961, em carta dirigida ao Congresso Nacional.

COLLOR

Aos 42 anos de idade, Fernando Collor de Mello foi o presidente mais jovem da história do Brasil. Chegou ao cargo dez anos depois de Jânio, eleito por um partido insignificante, o PRN, partido da Reconstrução Nacional, representado um grande apelo popular.

IMPEACHMENT

Collor foi o primeiro presidente do Brasil a ser afastado por um processo de impeachment. Em pouco tempo perdeu o apoio do Congresso, mas acreditou que seu mandato era sustentação pelo povo, constituindo-se em novo equívoco de avaliação pessoal do poder.

MARAJÁS

A vassoura de Jânio foi substituída pela “caça aos marajás”. Collor foi eleito para governar de 1990 a 1994. Assumiu com as pesquisas mostrando 71% dos eleitores acreditando que faria um bom governo. Após 3 meses esse percentual caiu para 36%. Terminou o governo com apenas 9% de aprovação.

BOLSONARO

O atual presidente, Jair Messias Bolsonaro, ao que parece está repetindo o mesmo caminho de Jânio e de Collor. Acreditando ter apoio popular acima de tudo, desafia a inteligência popular, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal.

REPROVAÇÃO

As pesquisas de opinião pública começam a mostrar a queda do presidente Bolsonaro que chega a receber desaprovação de 62,5% dos entrevistados, contra aprovação de 34,5% (CNT). As mobilizações de rua estão crescendo e o brasileiro poderá assistir, mesmo a contragosto, a queda de mais um presidente que não soube corresponder à vontade do povo.

 

 

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