sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
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TEMPOS DIFÍCEIS PARA A POLÍTICA E PARA A CORTE MAIOR – Reflexões Teológicas: com Ricardo Alfredo

TEMPOS DIFÍCEIS PARA A POLÍTICA E PARA A CORTE MAIOR

Estes são tempos difíceis em que a corte maior da nação perdeu o rumo constitucional em nome do domínio social e do poder unilateral. Criando dúvidas e destruindo a ação parlamentar e suas funções constitucionais. Por outro lado, a política é um dos instrumentos de justiça social e de democracia quando utilizada de forma correta e nela aplicado o direito constitucional. No entanto, quando a política entra em caminhos tortuosos, a nação caminha para a miséria e para o caos.

Um dos fatos predominantes para o descrédito nas instituições se encontra na não separação entre os poderes. Onde um poder predomina sobre o outro e vai levando o estado de direito à implosão. E assim, os poderes perdem sua condição formal e constitucional, criando o fantasma do domínio da justiça sem limites e com amplas funções que vão invadindo as funções dos outros poderes com a desculpa de defesa da democracia e da liberdade democrática, provando o colapso nas instituições regulares da nação.

Outrora, a política era instrumento de justiça social, que em nosso tempo, foi reduzida a estratégias do jogo político. E neste jogo de interesses pessoais e partidários, a política perdeu a sua natureza, que é fazer justiça social em sua essência. Criando um palco de discursos vazios e de performances teatrais e sem significado real. E este espaço de diálogo social e comunitário em busca do bem comum e dos interesses coletivos foi trocado ao longo das décadas pelo jogo da corrupção, do desvio, dos interesses pessoais e pelo enriquecimento ilícito, usurpando a coisa pública.

A política esqueceu o bem comum e os políticos usurparam a função magnífica de representar o povo, e passaram a ser profissionais da política e não profissionais na política. Por esse motivo, o bem pessoal ou do seu grupo está acima das necessidades do povo. Logo, a percepção que temos é que a luta democrática já não existe mais, o que temos é a guerra pelo poder com a participação efetiva da corte maior tomando um lado.

Desta ausência democrática, surgem os políticos que dedicam o seu mandato a grupos específicos, como os financiadores de sua campanha, a grupos econômicos e a grupos financeiros de grandes corporações, deixando de lado ou abandonado o bem comum e as reformas estruturais da nação. E o resultado destas manobras políticas é um legislativo que somente atua em causa própria em detrimento das necessidades da população.

Para reverter essas ações caóticas da política, é necessária uma conscientização da população em conjunto com os políticos e os partidos em busca de um debate propositivo fixado em soluções e metas concretas e reais. Assim como focalizar nos problemas sociais, buscando uma solução permanente. Ao invés de perder tempo com a simples desqualificação do adversário político.

Neste intervir, o maior desafio dessa geração é resgatar a capacidade do debate político focado nas políticas públicas e na prestação de serviços públicos. Logicamente, é quase impossível o reavivamento social na área da conscientização política, visto que o país caiu na armadilha da polarização por assistir e perceber que a corte maior tomou lado partidário. Então, a política passou a ser vista como um jogo e não um espaço para construção do futuro de uma sociedade mais justa e com responsabilidade.

Diante de tantos fatos, a desilusão do povo é tão grande que não há, no fim do túnel, uma luz de mudança efetiva. Pois, o debate político foi reduzido a guerras de narrativas vazias e ilusórias, empurrando o eleitor a votar de qualquer jeito, sem nenhuma perspectiva de mudança.

Infelizmente, as ações e as ligações promíscuas entre a política e a justiça, com a utilização dos processos judiciais e da própria cadeia de leis judiciárias, passaram a ser instrumento contra adversários políticos, pesquisadores, jornalistas e blogueiros, jogando a imparcialidade para o espaço e distorcendo as leis para perseguir, prender e exilar adversários. E desta forma, a democracia vem entrando em colapso pelo desejo da classe dominante e casta ressurgente.

Portanto, é essencial e necessário que a justiça passe por uma reciclagem e mantenha como pilar democrático uma justiça livre e capaz de tomar decisões longe do campo político. Por outro lado, os que estão provisoriamente no poder devem conservar as barreiras e as fronteiras que separam a política e a justiça para que venha a obter a credibilidade nas decisões tanto política como judiciária com respeito e responsabilidade. E, certamente, passaremos a reconstruir uma nova sociedade de homens e mulheres treinados no que é justo, bom e cheio do bem comum.

Muita Paz, Luz e Justiça a todos!

Pesquisador e Escritor Ricardo Alfredo

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