domingo, 1 de fevereiro de 2026
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TCU questiona Previ sobre Fukunaga, volatilidade e plano de contenção

O Banco do Brasil, a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e o Fundo de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) receberam uma série de questionamentos da Unidade Especializada em Bancos Públicos e Reguladores Financeiros do Tribunal de Contas da União (TCU).

As perguntas fazem parte da auditoria que apura um rombo de R$ 14 bilhões na Previ.

 

Os auditores — que iniciaram os trabalhos no dia 10 de fevereiro — querem saber da Previ, por exemplo, quais medidas têm sido adotadas para diminuir a volatilidade e proteger o fundo.

Outra pergunta tem a ver com a estratégia de “imunização do passivo”, que pode reduzir a exposição em renda variável.

Mais um ponto a ser esclarecido é sobre o papel do presidente da Previ nas decisões sobre investimentos.

 

E quando não há consenso, se o assunto tem sido, de fato, levado ao Conselho Deliberativo. Oficialmente o presidente não tem poder de veto, nem voto de desempate.

 

A auditoria é conduzida pela área técnica, que depois encaminha o resultado ao relator do processo, ministro Walton Alencar. Após isso, o documento será analisado em plenário.

 

Em comunicado, feito na sessão do dia 5, Alencar disse que o objetivo do levantamento é “conhecer toda a governança corporativa da Previ e dos processos que envolvem as tomadas de decisões da entidade relativas ao investimento de seus recursos”.

A ideia é mapear “potenciais riscos”, tendo em vista “os muitos exemplos danosos já ocorridos no setor”.

 

A Previ é a maior fundação de Previdência complementar do país. Gere um total de R$ 270 bilhões em investimentos, segundo dados de agosto da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).

 

No total, são 84 mil funcionários do Banco do Brasil participantes, e 109 mil pessoas beneficiárias.

Afastamento

O TCU também recebeu pedido de afastamento do presidente da Previ, João Fukunaga, da função. A representação foi feita pelo deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM).

 

O caso está sob relatoria do ministro Aroldo Cedraz, sem data para ser analisado.

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