sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Nas próximas eleições, o potiguar terá nas mãos uma das decisões mais importantes para o futuro do Rio Grande do Norte: escolher seus deputados estaduais e federais. Muita gente trata esse voto como “menos importante” do que o de prefeito, governador ou presidente, mas a verdade é que são esses parlamentares que definem boa parte do rumo do estado e do país.

O deputado estadual atua na Assembleia Legislativa do RN. É ele quem aprova leis, fiscaliza o governador, vota o orçamento e decide onde o dinheiro público será aplicado. Já o deputado federal representa o estado em Brasília, vota leis nacionais, o orçamento da União e pode garantir recursos para obras e programas no RN.

Quando esses cargos são ocupados por maus parlamentares, o prejuízo é direto para a população. O Brasil e o Rio Grande do Norte já viveram situações que mostram isso claramente.
O país assistiu, por exemplo, a escândalos como o Mensalão e o Orçamento Secreto, que envolveram parlamentares desviando ou usando dinheiro público para interesses políticos, enquanto faltavam recursos para saúde, educação e infraestrutura. Esses episódios revelam como deputados sem compromisso com o povo transformam o mandato em moeda de troca, em vez de instrumento de desenvolvimento..

Também já vimos deputados que:
Votaram projetos sem sequer ler;
Usaram o cargo para empregar familiares (rachadinhas e nepotismo);
Negociaram apoio político em troca de cargos e verbas;
Não fiscalizaram governos, mesmo diante de denúncias graves;
Ficaram invisíveis durante todo o mandato, sem apresentar projetos relevantes nem lutar por recursos para seus estados.

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No caso do Rio Grande do Norte, o estado já perdeu oportunidades importantes por falta de articulação política em Brasília e por bancadas fracas ou desorganizadas. Obras federais atrasaram, recursos foram remanejados para outros estados e pautas importantes ficaram esquecidas porque não havia parlamentares atuantes defendendo o RN.

Quando o eleitor escolhe mal:
Elegem-se políticos despreparados;
O estado perde força política;
Os problemas se acumulam;
A população continua sofrendo com serviços precários;
O dinheiro público deixa de ser investido onde realmente importa.
Por isso, é essencial observar:
O histórico do candidato;
Se ele já trabalhou pela população ou só vive da política;
Se tem propostas reais;
Se conhece os problemas do RN;
Se defende pautas que melhorem a vida das pessoas.

Votar bem para deputado não é favor ao candidato. É proteção ao próprio futuro. É garantir que o dinheiro dos impostos seja bem usado. É ter alguém que levante a voz pelo Rio Grande do Norte quando for preciso.

O voto para deputado estadual e federal não é detalhe da eleição. Ele define se o RN vai avançar ou continuar perdendo oportunidades. Escolher com consciência é um ato de responsabilidade e respeito ao povo.

O potiguar não pode votar por amizade, promessa vazia ou troca de favores. Precisa votar por compromisso, competência e caráter. Porque quando o deputado erra, quem paga a conta é o povo.

 

Por Joyce Moura – jornalista

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