Vacinas: russos informam que doenças prévias e unha mal cortada causaram efeitos adversos da Sputnik V

Reações não se relacionam com imunizante, que tem mais de 90% de eficácia contra Covid-19, informa agência de controle da Argentina; país vizinho iniciou vacinação nesta terça-feira.

BUENOS AIRES – O vazamento de um relatório da diretoria da Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica (Anmat) na Argentina obtido pelo jornal La Nación afirmando que três adultos com mais de 60 anos tiveram efeitos adversos durante os testes voluntários da vacina Sputnik V  fez com que autoridades do Instituto Gamaleya, da Rússia, fornecessem detalhes até agora desconhecidos sobre o imunizante. A Sputnik começou a ser miniistrada aos argentinos na manhã desta terça-feira. A Anmat é o equivalente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no país vizinho.

Denis Logunov, vice-diretor do Gamaleya, apontou as origens dos três efeitos adversos destacados no relatório: “Cólica renal, trombose venosa profunda e abcesso (bolsa de pus provocada por infecção) de membro causado por um corte de unha infeliz”.

“Doze participantes do estudo clínico da Sputnik V experimentaram efeitos adversos graves (SAE) entre 12.296 participantes”, afirmou Logunov, acrescentando que esses efeitos não estavam “relacionados à vacina”, e sim “tinham base em doenças pré-existentes e documentados antes do início do ensaio”.

EsperançaVacina Sputnik V apresenta eficácia de 91,4% na última fase de testes, anuncia Rússia

“Tudo foi resolvido com sucesso. Todos os efeitos adversos devem ser apresentados de acordo com os requisitos dos procedimentos de ensaios clínicos, incluindo aqueles que não estão relacionados à inoculação”, esclareceu Logunov sobre os casos relatados, que não foram detalhados no relatório interno da Anmat.

O relatório, curto, de página e meia, foi entregue no Natal ao Ministério da Saúde duas horas antes de a pasta dar luz verde para a vacinação em toda Argentina com a Sputnik V.