De acordo com levantamento da Folha de São Paulo, feito com base em dados dos governo estaduais, no ano de 2016, 372 pessoas foram mortas em unidades prisionais brasileiras, o que dá, em média, uma morte por dia. Com o massacre de 60 presos mortos no Estado do Amazonas durante rebelião entre os dias 1º e 2 deste mês, o número de mortes nas unidades prisionais no país já começam o ano altos.
A maioria dos assassinatos em unidades prisionais aconteceram no Nordeste. A região acumula 182 homicídios em presídios e cadeias em 2016. O Estado com maior número de mortes é o Ceará, com 48 assassinatos, seguido por Pernambuco, com 43 casos e, em terceiro, o Rio Grande do Norte, onde morreram 31 pessoas em unidades prisionais em 2016.
O Norte é a segunda área com mais mortes nas cadeias e penitenciárias, com pelo menos 78 assassinatos. A região tem sido palco de uma guerra entre facções desde o rompimento entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho, aliada da Família do Norte (FDN), que comandou o massacre registrado esta semana no Amazonas.
Atualmente, mais de 600 mil pessoas cumprem pena no Brasil e a taxa de assassinatos dentro das prisões é de 58 para cada 100 mil indivíduos, índice maior que o registrado no Estado de Sergipe, o mais violento do país, que amarga proporção de 53,3 homicídios por 100 mil habitantes, conforme dados do último Anuário Brasileiro de Segurança.




