quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
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Trump diz que vai ligar para Putin após encontro com Zelensky, e fala em reunião trilateral ‘se tudo correr bem’

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (18) que vai falar com o presidente russo, Vladimir Putin, após se encontrar com o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, e poderá agendar uma reunião trilateral com os dois “se tudo correr bem”.

 

“Acabei de falar com o presidente Putin indiretamente, e vamos ter uma ligação telefônica logo após essas reuniões de hoje, e talvez tenhamos ou não uma reunião trilateral. (…) Putin está esperando minha ligação quando terminarmos esta reunião. Há uma chance razoável de que essa negociação avance. […] Se tudo funcionar bem hoje, teremos uma reunião trilateral”, afirmou Trump junto com Zelensky no Salão Oval da Casa Branca.

 

Trump diz que vai ligar para Putin após encontro com Zelensky, e fala em reunião trilateral ‘se tudo correr bem’

Presidente dos EUA disse que gostaria de encontro trilateral ‘o mais rápido possível, mas sem entrar em detalhes. Trump recebeu Zelensky e líderes europeus para reuniões na Casa Branca nesta segunda (18) para discutir termos para colocar um fim à guerra da Ucrânia.

Por Redação g1

 

18/08/2025 14h42 Atualizado há 3 minutos

 

Zelensky chega à Casa Branca e é recepcionado por Trump

Zelensky chega à Casa Branca e é recepcionado por Trump

 

 

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (18) que vai falar com o presidente russo, Vladimir Putin, após se encontrar com o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, e poderá agendar uma reunião trilateral com os dois “se tudo correr bem”.

 

“Acabei de falar com o presidente Putin indiretamente, e vamos ter uma ligação telefônica logo após essas reuniões de hoje, e talvez tenhamos ou não uma reunião trilateral. (…) Putin está esperando minha ligação quando terminarmos esta reunião. Há uma chance razoável de que essa negociação avance. […] Se tudo funcionar bem hoje, teremos uma reunião trilateral”, afirmou Trump junto com Zelensky no Salão Oval da Casa Branca.

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AO VIVO: acompanhe para negociar paz na Ucrânia

Trump, no entanto, deixou no ar quando essa reunião trilateral ocorreria, porém, disse que gostaria que fosse o mais rápido possível. Trump recebeu Zelensky nesta segunda-feira na sede da presidência dos EUA para discutir a guerra na Ucrânia e garantias de segurança ao aliado, e depois receberá outros sete líderes europeus. As duas reuniões são consideradas decisivas para o destino do conflito. (Leia mais abaixo)

 

“Tivemos um dia de muito sucesso até o momento”, afirmou Trump no início da reunião com os líderes europeus e Zelensky, sem dar mais detalhes. O presidente americano disse que “vamos chegar a um comum acordo hoje” sobre seus aliados europeus.

Zelensky disse estar pronto para um encontro cara a cara com Putin, algo que ele reiterou diversas vezes ao longo das últimas semanas. Perguntado por um repórter se estaria pronto para “redesenhar o mapa”, o líder ucraniano disse apenas ser necessário achar uma forma diplomática para terminar a guerra. Mais cedo, Zelensky negou ceder parte de seus territórios após novas pressões de Trump.

O encontro desta segunda entre Trump e Zelensky parece menos tenso do que o realizado em 28 de fevereiro entre os dois, na mesma sala, quando o ucraniano foi hostilizado pelos anfitriões — o presidente e o vice, JD Vance.

Zelensky foi elogiado por um repórter pela roupa que estava utilizando, um paletó. Em fevereiro, os trumpistas criticaram o ucraniano por ser recebido sem uma vestimenta formal, figurino adotado por Zelensky desde o início da guerra com a Rússia.

 

Segundo a agenda divulgada pela Casa Branca, o presidente americano se reunirá a sós com Zelensky no Salão Oval da Casa Branca, e depois outros líderes europeus se juntarão aos dois para uma segunda reunião na Sala Leste.

 

A reunião ocorre dias após uma reunião presencial de Trump com o presidente russo, Vladimir Putin, em uma base militar no Alasca, que terminou sem acordo para cessar-fogo. O evento foi a primeira vez que Putin pisou em solo americano em quase dez anos — e considerado uma vitória diplomática para o Kremlin, que se encontrava à margem da comunidade internacional.

 

Os termos da discussão entre Trump e Putin não foram divulgados, mas especula-se que Moscou apresentou uma proposta de paz que incluiria o fim dos combates em troca do reconhecimento de territórios ocupados da Ucrânia, sobretudo a Crimeia, como pertencentes à Rússia.

 

Trump diz que vai ligar para Putin após encontro com Zelensky, e fala em reunião trilateral ‘se tudo correr bem’

Presidente dos EUA disse que gostaria de encontro trilateral ‘o mais rápido possível, mas sem entrar em detalhes. Trump recebeu Zelensky e líderes europeus para reuniões na Casa Branca nesta segunda (18) para discutir termos para colocar um fim à guerra da Ucrânia.

Por Redação g1

 

18/08/2025 14h42 Atualizado há 3 minutos

 

Zelensky chega à Casa Branca e é recepcionado por Trump

Zelensky chega à Casa Branca e é recepcionado por Trump

 

 

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (18) que vai falar com o presidente russo, Vladimir Putin, após se encontrar com o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, e poderá agendar uma reunião trilateral com os dois “se tudo correr bem”.

 

“Acabei de falar com o presidente Putin indiretamente, e vamos ter uma ligação telefônica logo após essas reuniões de hoje, e talvez tenhamos ou não uma reunião trilateral. (…) Putin está esperando minha ligação quando terminarmos esta reunião. Há uma chance razoável de que essa negociação avance. […] Se tudo funcionar bem hoje, teremos uma reunião trilateral”, afirmou Trump junto com Zelensky no Salão Oval da Casa Branca.

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AO VIVO: acompanhe para negociar paz na Ucrânia

Trump, no entanto, deixou no ar quando essa reunião trilateral ocorreria, porém, disse que gostaria que fosse o mais rápido possível. Trump recebeu Zelensky nesta segunda-feira na sede da presidência dos EUA para discutir a guerra na Ucrânia e garantias de segurança ao aliado, e depois receberá outros sete líderes europeus. As duas reuniões são consideradas decisivas para o destino do conflito. (Leia mais abaixo)

 

“Tivemos um dia de muito sucesso até o momento”, afirmou Trump no início da reunião com os líderes europeus e Zelensky, sem dar mais detalhes. O presidente americano disse que “vamos chegar a um comum acordo hoje” sobre seus aliados europeus.

 

Zelensky disse estar pronto para um encontro cara a cara com Putin, algo que ele reiterou diversas vezes ao longo das últimas semanas. Perguntado por um repórter se estaria pronto para “redesenhar o mapa”, o líder ucraniano disse apenas ser necessário achar uma forma diplomática para terminar a guerra. Mais cedo, Zelensky negou ceder parte de seus territórios após novas pressões de Trump.

 

Presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump (à direita), e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, conversam com jornalistas no Salão Oval da Casa Branca em 18 de agosto de 2025.’ — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

Presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump (à direita), e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, conversam com jornalistas no Salão Oval da Casa Branca em 18 de agosto de 2025.’ — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

 

O encontro desta segunda entre Trump e Zelensky parece menos tenso do que o realizado em 28 de fevereiro entre os dois, na mesma sala, quando o ucraniano foi hostilizado pelos anfitriões — o presidente e o vice, JD Vance.

 

 

Zelensky foi elogiado por um repórter pela roupa que estava utilizando, um paletó. Em fevereiro, os trumpistas criticaram o ucraniano por ser recebido sem uma vestimenta formal, figurino adotado por Zelensky desde o início da guerra com a Rússia.

 

Rússia x Ucrânia: Por que o novo encontro de Zelensky com Trump é importante

Segundo a agenda divulgada pela Casa Branca, o presidente americano se reunirá a sós com Zelensky no Salão Oval da Casa Branca, e depois outros líderes europeus se juntarão aos dois para uma segunda reunião na Sala Leste.

 

A reunião ocorre dias após uma reunião presencial de Trump com o presidente russo, Vladimir Putin, em uma base militar no Alasca, que terminou sem acordo para cessar-fogo. O evento foi a primeira vez que Putin pisou em solo americano em quase dez anos — e considerado uma vitória diplomática para o Kremlin, que se encontrava à margem da comunidade internacional.

 

Os termos da discussão entre Trump e Putin não foram divulgados, mas especula-se que Moscou apresentou uma proposta de paz que incluiria o fim dos combates em troca do reconhecimento de territórios ocupados da Ucrânia, sobretudo a Crimeia, como pertencentes à Rússia. (Leia mais abaixo)

 

Quem participa

 

Presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tiram foto junto com outros líderes europeus na Casa Branca em 18 de agosto de 2025. — Foto: REUTERS/Alexander Drago

Presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tiram foto junto com outros líderes europeus na Casa Branca em 18 de agosto de 2025. — Foto: REUTERS/Alexander Drago

 

Ao lado de Zelensky, estão presentes Emmanuel Macron (França), Keir Starmer (Reino Unido), Friedrich Merz (Alemanha), Ursula von der Leyen (Comissão Europeia), Mark Rutte (Otan), Giorgia Meloni (Itália) e Alexander Stubb (Finlândia).

 

De acordo com diplomatas ouvidos pela agência alemã Deutsche Welle, alguns desses líderes, como Meloni, Stubb e Rutte, foram convidados também para tentar amortecer eventuais ataques verbais de Trump a Zelensky.

 

O encontro simboliza o esforço da Ucrânia e da União Europeia em buscar garantias concretas de segurança diante da ofensiva russa, iniciada em fevereiro de 2022.

 

O que está em jogo

Antes da reunião, Zelensky insistiu que não aceitará ceder território e que qualquer acordo precisa ser acompanhado de garantias internacionais semelhantes às do Artigo 5 da Otan, que prevê defesa coletiva em caso de ataque. “A linha de frente é agora o lugar onde essas negociações podem começar”, disse o presidente ucraniano neste domingo.

Trump, por sua vez, declarou no fim de semana que houve “grandes progressos” em sua conversa com Vladimir Putin, no Alasca. Segundo o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, o presidente russo teria sinalizado abertura para discutir garantias de segurança no modelo da Otan, algo descrito como “transformador” — mas sem detalhes sobre os termos.

 

Às vésperas do encontro, os presidentes comentaram as propostas nas redes sociais. Trump voltou a pressionar Zelensky para aceitar a proposta de Putin, de anexar territórios como a Crimeia e desistir de fazer parte da Otan. Já o ucraniano negou que cogita ceder terras aos russos.

 

Esboço da proposta russa

Um rascunho da proposta de Putin para encerrar a guerra começou a circular entre diplomatas, segundo a agência Reuters. O plano prevê a retirada parcial de tropas russas do norte da Ucrânia, mas exige contrapartidas consideradas inaceitáveis por Kiev: o reconhecimento da anexação da Crimeia, a manutenção do controle do Kremlin sobre grande parte do Donbas, a promessa de que a Ucrânia não se juntará à Otan e o alívio das sanções internacionais contra Moscou.

 

Diplomatas ressaltam que o esboço não é um acordo formal, mas indica a tentativa russa de consolidar ganhos militares e políticos obtidos desde 2022. Para Zelensky, qualquer concessão desse tipo significaria abrir mão da soberania ucraniana.

Segundo encontro entre Trump e Zelensky

Esta é a segunda reunião presencial entre Trump e Zelensky desde o início da guerra. A primeira, em fevereiro, terminou de forma abrupta depois que o republicano adotou um tom considerado ríspido e chegou a repreender o ucraniano diante das câmeras, chamando-o de “ingrato”.

 

Agora, com a presença dos aliados europeus, a reunião em Washington é vista como um teste para medir até onde Trump está disposto a apoiar Kiev e como pretende lidar com as exigências de Moscou.

 

Europa tenta cortejar Trump

O encontro em Washington também é interpretado como uma tentativa europeia de cortejar Trump após a cúpula realizada no Alasca, na última sexta-feira. Na ocasião, Putin conseguiu convencê-lo a abandonar a exigência de um cessar-fogo imediato e reforçou demandas que já eram conhecidas: anexação de territórios, desarmamento ucraniano e retirada de sanções.

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