sábado, 31 de janeiro de 2026
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Trump diz que terá ‘grande reunião’ com Irã sobre programa nuclear

Ao lado do premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, o presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu nesta segunda-feira (7) a saída de palestinos da Faixa de Gaza, dizendo que o território é uma “propriedade imobiliária incrível”.

 

Trump recebeu o premiê israelense na Casa Branca, em Washington. Esta é a segunda vez que os dois se encontram na capital dos EUA desde o início do segundo mandato de Trump.

 

Ao serem questionados sobre Gaza e a proposta de criar uma “Riviera do Oriente Médio” no local, aventada no último encontro entre os líderes, Netanyahu disse que defende a saída voluntária de palestinos do território.

 

Trump não comentou se a saída seria voluntária ou forçada — ele já havia falado sobre uma retirada compulsória de palestinos, proposta que configuraria uma limpeza étnica no local. No momento, a Faixa de Gaza é “um ótimo local onde ninguém quer viver”, disse.

 

“Eu acho que é uma incrível e importante propriedade imobiliária. E eu acho que é algo em que estaríamos envolvidos. Controlar e possuir a Faixa de Gaza seria uma coisa boa. Se você mover os palestinos para diferentes países, você realmente tem uma ‘zona de liberdade”, afirmou o republicano.

O presidente dos EUA também criticou a retirada unilateral dos assentamentos israelenses da Faixa de Gaza realizada pelo então primeiro-ministro Ariel Sharon, em 2005.

Segundo Trump, foi um erro “pegar uma propriedade à beira-mar e entregar às pessoas em troca da paz”.

A Faixa de Gaza é alvo de uma ofensiva militar israelense desde o ataque terrorista do Hamas de 7 de outubro de 2023, que deixou cerca de 1.200 mortos em Israel. A guerra deixou o local em escombros,e mais de 45 mil palestinos mortos, segundo o Ministério da Saúde local, controlado pelo grupo terrorista.

 

No último dia 23 de março, forças israelenses abordaram um comboio humanitário em Gaza e abriram fogo, matando 15 paramédicos e profissionais de saúde. Os corpos foram enterrados em uma vala comum.

 

De início, Israel afirmou que as ambulâncias estavam com as luzes apagadas e que havia a suspeita de haver terroristas em meio ao grupo. Um vídeo feito com o celular de um dos paramédicos mortos contradiz a versão oficial. Após a divulgação das imagens, Israel admitiu o erro.

Irã

Trum também disse que está realizando conversas diretas com o Irã sobre o programa nuclear do país, e que realizará uma ‘grande reunião’ com autoridades de Teerã no próximo sábado (12).

 

A repórteres, ele reafirmou que o Irã não poderá desenvolver armas nucleares.

 

“Fazer um acordo é preferível a fazer o óbvio”, disse Trump, sem dizer explicitamente o que ele queria dizer com “óbvio”. O regime de Teerã é considerado o principal inimigo de Israel.

 

Netanyahu e Trump

Netanyahu e Trump, fortes aliados, se reúnem para debater sanções ao Irã e também o “tarifaço” anunciado pelo norte-americano na semana passada — os produtos de Israel foram taxados em 17%.

 

“Os dois líderes discutirão o tema das tarifas, os esforços para recuperar os reféns israelenses, as relações israelo-turcas, a ameaça iraniana e a luta contra o Tribunal Penal Internacional”, disse a Casa Branca.

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