Três crianças não puderam ser cirurgiadas por falta de UTI pediátrica

Na tarde de ontem, três crianças aguardavam por cirurgias no Hospital Wilson Rosado, no entanto o procedimento não foi autorizado devido à falta de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica na unidade hospitalar. O serviço foi suspenso devido ao atraso de cinco meses no pagamento do aluguel por parte da Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM).

A direção do Hospital Wilson Rosado oficializou a decisão que suspende o atendimento nos leitos da UTI pediátrica na unidade hospitalar para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O diretor administrativo do Hospital Wilson Rosado, Marcos Moura, informa que enviou dois comunicados da decisão de suspensão das novas entradas de pacientes na UTI pediátrica.

Ele conta que estão em atraso os pagamentos dos meses de junho, julho, agosto, setembro e outubro, totalizando R$ 717 mil. No documento enviado à Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM), a direção do Hospital Wilson Rosado esclarece que, de acordo com o contrato assinado com a Prefeitura, o atraso de mais de 90 dias no pagamento à unidade assegura ao hospital poder rescindir o documento.

Iniciada ontem, a suspensão de novas internações nos leitos da UTI pediátrica segue mantida por tempo indeterminado. A direção do hospital resolveu passar a não aceitar novos pacientes até que a PMM pague pelo menos um dos cinco meses de atraso no contrato para funcionamento da UTI.

“O Hospital não cede apenas o espaço, através do contrato, fornecemos também a alimentação das crianças, os remédios, enxoval, os equipamentos e exames necessários. São cinco meses sem pagamento, assim não temos como continuar a receber mais pacientes. Entretanto, crianças que já estão internadas na UTI poderão continuar até receberem alta”, explica o diretor.

Em nota, a Prefeitura de Mossoró declara que os 10 leitos da UTI pediátrica continuarão em funcionamento, fato desmentido pelo diretor da unidade. A administração municipal segue afirmando que tramita na Justiça Federal o processo para que a União e o Estado participem do custeio da unidade, o que garantiria, a curto prazo, recursos para reduzir o débito com o Hospital Wilson Rosado, sem apontar, porém, datas para o pagamento da dívida.