Circulou esta semana em grupos de wathsapp (sempre neles…) um discurso de certo político(a) do nosso interior potiguar, comparando “policial que faz bico em sua folga a bandido”. Fora de contexto ou não, a polêmica (?) traz à baila as seguintes questões:
1) Há um problema institucional e estrutural a ser sanado, que não pode ser motivo para uma caça às bruxas ao elo mais fraco da cadeia (o praça da Polícia Militar e o agente da Polícia Civil);
2) Um dos motivos pelos quais os que praticam os “bicos” o fazem, é o baixíssimo valor (50 reais) das Diárias Operacionais oferecidas pelo estado que, a propósito, são pagas invariavelmente com atraso;
3) O próprio sistema de horário/folga precisa ser repensado, mas não para punir o servidor/trabalhador, mas para pensar em sua sanidade física e mental. Neste sentido, sabemos que a questão salarial é o X da contenda;
4) Discussão pública sobre o caso suscita questionamentos (ou não) sobre a própria militarização das polícias e seus efeitos sobre a capacidade da tropa de se mobilizar enquanto categoria de trabalho.
Algumas reflexões para pensarmos. Ou não.




