Terceirizados da Prefeitura reclamam de atraso de cinco meses de salário

Trabalhadores que prestam serviço terceirizado à Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM) reclamam de atraso de mais de cinco meses no pagamento. Outro problema é ainda a suspensão na concessão dos vales-alimentação, o que faz com que muitos trabalhadores tenham que trabalhar em outras atividades.

“Com quase cinco meses sem receber salário e três meses sem vale-alimentação, a situação na minha casa está difícil. Estou, praticamente, tendo que pagar para trabalhar, já que gasto com locomoção. Para conseguir manter a casa estou costurando à noite, depois de voltar do local onde trabalho”, disse uma funcionária que não quis se identificar temendo represália.

Através das redes sociais, são vários servidores de terceirizadas que externam as dificuldades enfrentadas por causa do atraso salarial e cobram uma posição da Prefeitura de Mossoró para resolver a situação.

A assessoria de comunicação da PMM declara que, parte da dívida em atraso junto às empresas que prestam serviços terceirizados deve ser paga até o próximo domingo, 15. Entretanto, a assessoria não informou qual o montante em atraso e nem qual o percentual a ser pago na data apontada.

Quanto ao restante da dívida, a assessoria informa que as terceirizadas devem receber até o mês de janeiro do próximo ano e que, a remuneração dos funcionários terceirizados é de inteira responsabilidade das empresas.

Bancada governista rejeita realização de audiência pública para debater a problemática

Na última sessão da Câmara Municipal de Mossoró (CMM), o vereador Tomaz Neto (PDT) propôs a realização de audiência pública para discutir uma solução para o atraso salarial dos trabalhadores de empresas terceirizadas que servem à Prefeitura. No entanto, o requerimento foi derrubado pela bancada governista.

O vereador lamenta a posição da Câmara diante da situação difícil vivenciada por vários pais de família que estão há meses sem receber seus salários. “Quanta insensibilidade, que postura lamentável e desrespeitosa com o ser humano, com centenas de famílias que passam necessidade”, protesta o vereador.

Tomaz Neto declarou que a proposta da audiência seria convidar representantes da Delegacia do Trabalho, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Prefeitura de Mossoró, representantes dos empregados das terceirizadas, Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (Sindiserpum) e empresas na tentativa de sanarmos ou minimizarmos esse problema.