TEMPOS DE GUERRA

Domício Arruda


Passadas as eleições, não haverá trégua nem descanso. A luta vai continuar. E desta vez, será pra valer.

A já declarada guerra da pólvora está esperando apenas que os bravos combatentes terminem a inglória batalha eleitoral para sacudirem a poeira e iniciarem a nova jornada.

Como candidatos,  não tiveram êxito mas se mostraram aptos para novas missões.

Ficaram mais conhecidos e mesmo na adversidade dos baixos índices de intenção de votos, conseguiram aglutinar fiés seguidores, dispostos a perseverar nos embates que virão pela frente.

Todos se apresentaram como destemidos combatentes, cumprindo com honradez, a missão de defender as ideias confusas e atitudes impensadas do chefe supremo.

O eleitorado entendeu que os atributos apresentados, mesmo louváveis, não estavam adequados para o cargo em disputa.

Que para ser prefeito não é necessária formação militar nem experiência na perseguição de bandidos.

Que basta manter a cidade mais ou menos limpa, tapar os buracos que puder, pagar aos funcionários dentro do mês trabalhado, aplicar os recursos do Ministério da Saúde sem sovinice e quando o comitê científico deixar, abrir alas para a folia, dança e xaxado.

Que ninguém é de ferro.

Terá chegado a hora de botar a L’armata Bolsoleone em marcha.

Os novos voluntários potiguares da pátria acima de tudo, defenderão a soberania nacional e o direito do gado também usufruir dos pastos das florestas tropicais.

Cada candidato que jurou fidelidade e submissão ao capitão-presidente e não recebeu qualquer ajuda na campanha, agora entende que o líder maior nunca os viu como simples síndicos de condomínio.

A missão reservada a eles, é bem  mais nobre.

A recusa do aliado da grande nação do norte em aceitar a apuração dos votos pelas agências de notícias, é a senha.

Os esquerdistas e comunistas infiltrados que querem destruir os valores e a economia no país aliado, não triunfarão.

Amigo é pra essas coisas. Os verdadeiros, são conhecidos nas horas mais difíceis.

América será maior, de novo.

Tão logo o espião, infiltrado  no seu posto do Banco Mundial der o sinal que os golpistas fraudadores estão mobilizando suas tropas,  a grande marcha em defesa da Amazônia será iniciada.

Menos denso que o ar atmosférico, o Cel. Hélio coordenará o deslocamento aéreo dos combatentes.

O outro, será o comandante  das tropas terrestres e da meganha que marcharão impávidas, entoando cânticos e louvores pentecostais.

Se os usurpadores da supremacia do amigo Trump ousarem por os pés no solo sagrado, chegará a vez deles.

Daí pra frente, será com o delegado.

Domício Arruda é médico e jornalista

Publicado em Território Livre

Tribuna do Norte