Técnicos-administrativos na Uern encerram greve, mas professores mantêm paralisação

Professores e técnicos-administrativos da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) se reuniram em assembleias para avaliar a proposta do Governo do Estado. Os encontros dos professores e técnicos ocorreram de forma paralela na sede da Aduern e na Faculdade de Ciências da Saúde (FACS), respectivamente, e tiveram resultados distintos: os professores mantiveram a greve, enquanto que os técnicos optaram por encerrar o movimento.

Os professores optaram por rejeitar a proposta do Governo. Conforme o presidente da Associação dos Docentes da Uern (Aduern), Lemuel Rodrigues, o documento encaminhado pelo Executivo não estava de acordo com o que foi acertado na reunião da última segunda-feira.

“Na reunião, a categoria apresentou uma proposta onde daria uma margem de tempo para o ajuste financeiro das contas do Estado. Assim, o realinhamento referente ao acordo de 2014 seria realizado em duas parcelas, em maio de 2017 e maio de 2018. O governo se comprometeu a enviar um documento oficializando seu compromisso em cumprir a proposta formulada pela categoria. O documento enviado, porém, não estava de acordo com o que foi negociado”, revela Rodrigues.

Para Lemuel Rodrigues, a proposta não garante o cumprimento do Plano de Cargos e Salários em 2017 e 2018. “A proposta não diz claramente qual é o percentual de reajuste que será enviado à Assembleia Legislativa e limita seu envio à Lei de Responsabilidade Fiscal. A pergunta que paira é: Será que em dois anos e quatro meses o Governo não tem como reajustar suas contas?”, questiona o presidente da Aduern, destacando o temor dos docentes em aceitar um acordo que não dê garantias à categoria.

Os docentes acataram alguns dos itens da proposta do Governo, como o concurso público e a conclusão de obras fundamentais para o funcionamento da Uern.

Diante da situação, os docentes continuarão o movimento grevista, iniciado no dia 25 de maio, e aguardarão a decisão do Judiciário sobre o pedido de ilegalidade da greve da Uern feito pelo governo. O desembargador Cornélio Alves deverá anunciar hoje seu posicionamento sobre a questão da greve da Uern.

TÉCNICOS
Os técnicos-administrativos da Uern, por sua vez, optaram por acatar a proposta do Governo do Estado e encerrar o movimento grevista. Eles aprovaram ainda o retorno imediato das atividades.

O presidente do Sindicato dos Técnicos-Administrativos da Uern (Sintauern), Elineudo Melo, apresentou a proposta do governo que prevê um abono de 12,035% (auxílio-transporte) aos servidores ativos e sinaliza a possibilidade, condicionada ao Limite Prudencial, de concessão do reajuste a partir de maio de 2017, a ativos e inativos. O documento foi aprovado pela maioria dos presentes. Com o fim da greve, o pedido de ilegalidade do movimento grevista dos técnicos-administrativos da Uern é suspenso.