sábado, 31 de janeiro de 2026
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‘Tarifaço’ de Trump: dólar e bolsas internacionais vivem dia de queda generalizada por medo de guerra comercial

Os mercados internacionais operam com queda generalizada nesta terça-feira (4) após Canadá, China e México anunciarem novas taxas a produtos dos Estados Unidos, em resposta ao ‘tarifaço’ do presidente Donald Trump.

 

Nos EUA, as negociações do dia estão em terreno negativo. Todos os principais índices acionários do país — Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq 100 — operavam com baixas de quase 2% por volta das 13h30.

 

Além disso, o preço do dólar pelo mundo também recua neste pregão e atinge o menor nível em três meses. O índice dólar DXY — um indicador que calcula o desempenho do dólar em relação a uma cesta de moedas de outros países — caía 0,33%, no mesmo horário.

 

As quedas na Europa são ainda mais expressivas. As bolsas de valores da Alemanha, Itália, Espanha e França operavam, no mesmo horário, com baixas de cerca de 3%. O índice Stoxx 600, que reúne 600 empresas de pequeno, médio e grande porte da Europa, recuava 2%.

 

A maioria das bolsas asiáticas, que já encerraram as negociações deste pregão, fecharam em baixa. No Japão, o índice Nikkei 225 caiu 1,20%, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,28%. A única alta veio do índice Xangai Composto, da China continental, que subiu 0,22%.

No Brasil, os mercados não operam nesta terça-feira por conta do feriado de Carnaval.

O movimento de queda generalizada pelo mundo é um reflexo da maior cautela dos investidores com a crescente percepção de que o mundo pode passar por um período de guerras comerciais, depois de os EUA iniciarem uma série de medidas que impõem tarifas sobre vários países e produtos.

 

As primeiras tarifas a entrarem em vigor foram as impostas por Trump contra China, Canadá e México e os países começaram a responde com o anúncio de novas taxas sobre os produtos dos EUA. (veja mais detalhes mais abaixo)

 

A situação aumenta a aversão a riscos por parte do mercado financeiro. Taxas maiores aos produtos que chegam aos EUA tendem a elevar os preços dos insumos e produtos no país, encarecendo a produção de diversas cadeias produtivas e os preços para o consumidor final — movimento que pode pressionar a inflação americana.

 

Uma inflação maior nos EUA pode influenciar o preço do dólar e, consequentemente, a inflação em todo o mundo.

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