Rio Grande do Norte é o estado com maior número de mortes por causa da microcefalia

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Rio Grande do Norte é o estado com o maior número de mortes por causa da microcefalia e zika vírus. Foram sete. Em seguida estão os estados de Sergipe, com quatro óbitos, e Rio de Janeiro e Bahia, ambos com dois óbitos notificados.

O novo Informe Epidemiológico sobre Microcefalia foi divulgado ontem. Conforme o Ministério da Saúde, até 5 de dezembro, foram registrados 1.761 casos suspeitos de microcefalia, em 422 municípios de 14 unidades da Federação. Neste período, o estado de Pernambuco registrou o maior número de casos (804).

Em seguida estão os estados de Paraíba (316), Bahia (180), Rio Grande do Norte (106), Sergipe (96), Alagoas (81), Ceará (40), Maranhão (37), Piauí (36), Tocantins (29), Rio de Janeiro (23), Mato Grosso do Sul (9), Goiás (3) e Distrito Federal (1).

Entre o total de casos, foram notificados 19 óbitos nos estados do Rio Grande do Norte, Sergipe, Rio de Janeiro, Bahia, Maranhão (1), Ceará (1), Paraíba (1) e Piauí (1). As mortes foram de bebês com microcefalia, e suspeita de infecção pelo vírus zika. Os casos ainda estão sob investigação para confirmar a causa dos óbitos.

O Ministério da Saúde, junto com gestores de Saúde de estados e municípios, continua tratando como prioridade a investigação desses casos e suas possíveis causas e consequências.

Desde o dia 7 de dezembro, o Ministério da Saúde passou a adotar, em consonância com as secretarias estaduais e municipais de Saúde, a medida padrão da Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 32 centímetros, para a triagem de bebês suspeitos de microcefalia. Até então, a medida utilizada pelo Ministério era de 33 cm. A iniciativa teve como objetivo incluir um número maior de bebês na investigação, visando uma melhor compreensão da situação.

Vale esclarecer que o perímetro cefálico (PC) varia conforme a idade gestacional do bebê. Assim, na maioria das crianças que nascem após nove meses de gestação, o crânio com 33 cm de diâmetro é considerado normal para a população brasileira, podendo haver alguma variação para menos, dependendo das características étnicas e genéticas da população.

Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia objetiva impedir que surjam novos casos

No dia 5 deste mês foi lançado o Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia. Trata-se de uma grande mobilização nacional envolvendo diferentes ministérios e órgãos do Governo Federal, em parceria com estados e municípios, para conter novos casos de microcefalia relacionados ao vírus zika. O Plano é resultado da criação do Grupo Estratégico Interministerial de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional e Internacional (GEI-ESPII), que envolve 19 órgãos e entidades.

O Plano é dividido em três eixos de ação: Mobilização e Combate ao Mosquito; Atendimento às Pessoas; e Desenvolvimento Tecnológico, Educação e Pesquisa. Essas medidas emergenciais serão colocadas em prática para intensificar as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti.

Com o crescente número de casos de microcefalia no país, o Ministério da Saúde declarou, no mês passado, Situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional no país.