REMINISTÊNCIAS: MUSEU VIRGOLINO FERREIRA – LAMPIÃO

Wilson Bezerra de Moura

A história descreve os principais acontecimentos da humanidade. O que foi feito. O que deixou de fazer. Como foi feito pela própria humanidade.

As fontes históricas são extraídas de tais fatos acontecidos, escritos ou informados de pai para filho ou de informantes, de sorte a que chegue às vezes distorcidos da realidade.

Decerto tenha sido esta a razão da neta de Lampião ter se interessado em apurar a verdade histórica de seu avô, vindo, no dever de analisar tais fatos, a lançar um projeto sobre os principais episódios e acontecimentos sobre a passagem do cangaço em território nacional, em especial nas matas nordestinas.

Vera Lúcia Ferreira, estudante de jornalismo, com emprego que assegurava condições de vida satisfatórias, se destinou a criar um museu material, político, social e determinantemente histórico sobre o bando capitaneado por seu avô, Virgolino Ferreira, o Lampião, confrontando as possíveis distorções dos fatos contados.

Vera Lúcia Ferreira desde jovem, em Sergipe, onde morava, se lançou com a ideia de sensibilizar os órgãos científicos e culturais, como Sphan, CNPq, EMBRATUR, Empresa Paraibana de Turismo, que tomassem interesse em ver prosperar a ideia que seria de bom proveito para a história, dando um direcionamento verdadeiro sobre a discutível fábula do banditismo, segundo dados informativos do arquivo Raibrito.

Eis porque tais episódios históricos, bons ou ruins, as gerações presentes reclamam de esclarecimentos sobre tais acontecimentos, assim como o foi com a histórica escravista.

Depois de muitos anos não sabemos sobre Vera Lúcia Ferreira e se seu projeto teve ou não aceitação. O bom seria que fatos importantes da história tivessem suas verdades puras e cristalinas.