REMINISCENCIAS – TERMINAL FERROVIÁRIO

REMINISCENCIAS – TERMINAL FERROVIÁRIO

Sobre a Estrada de Ferro em nossa região, muito se tem que falar, desde os primeiros instantes do Projeto 1870, quando de sua eficiente participação econômica nessa e outras regiões do país.

Desde sua origem como um desabrochar não só de um ideal, como esperanças que enfaixaram propósitos de bravos e destemidos patrícios, quando em 1915 inaugurando um trecho de Mossoró, findando com sua desativação no ano de 1987, contrariando os sonhos e objetivos.

A Estrada de Ferro, desde seu início, quando do projeto levado ao imperador brasileiro, 1870, objetivava o desenvolvimento de uma infinda região nordestina com fins de atender necessidades básica quanto à instalação de empregos a uma gente carente e, desta forma, contribuir para o desenvolvimento geral da nação.

O propósito de seus defensores junto ao Governo Imperial , defendido não só pelos patrícios mossoroenses quanto aos estrangeiros, a exemplo de Johan Ulrick Graff, todos projetaram a ferrovia chamada de salva mundo, como recorreram os representantes da Câmara representativa popular, exigindo sua posição junto ao poder imperial, exigindo concordância final.

Durante toda sua existência, a começar do início da sua estruturação, o sistema ferroviário no país absolveu em todo território nacional um total de 22.294 quilômetros de ferrovias, trabalho em diferentes regiões, antes prósperas em todos os sentidos, até sua decadência, ou mesmo queda em função de desativação de muitos trechos insignificativos para o momento econômico, inútil ao desenvolvimento social e político.

Países como Inglaterra e Japão formalizaram propósitos no sentido de impulsionar a ferrovia na conformidade do crescimento da coletividade, enquanto no território nacional a ação foi contrária. Consideraram a maioria dos trechos ferroviários como inúteis ao crescimento em suas regiões. Deu-se por inútil a apropriação da linha férrea por considerar antieconômico.

Cada caso é um caso e em regiões nordestinas a situação foi completamente diferente. Na parte relacionada ao transporte de mercadoria, o frete, que era mais barato, passou ao domínio do transporte rodoviário com maiores custos, passageiros, pela depreciação dos vagões desconfortáveis, causou desconfortos, em resumo o sucateamento dos vagões contribuiu para o descaso no transporte de passageiro, até a suspensão do serviço.

O trabalho desprendido por mossororonses e estrangeiros, como foi o caso de John Ulrick Graff, em favor de um patrimônio de absoluto interesse público, teve fim trágico com a extinção de trechos ferroviários, principalmente em regiões carentes.