REMINISCENCIAS: ORLANDO COCOTINHA

Wilson Bezerra de Moura

Em cada época do tempo a humanidade tem sua história e esta passa a ser reconhecida como agente participativo de uma  fábula.

Lembro-me perfeitamente de uma fase da história de  Mossoró quando existia o antigo Alto do Louvor, isto é, local de vida livre, as antigas boates, os velhos cabarés, isto é, as casa de prostituição  que constituíam uma população  que, pela atividades sexual, o local tinha a denominação de CABARÉ.

O público que desconhecia as muitas  razoes que induziam mulheres,  fazer a vida, denominava  por deboche o  local de vida livre e  prostituição.

Para compor o acervo Sexual da cidade chegou a Mossoró, vindo de Salvador o menino Orlando Franco da Silva que facilmente  se integrou ao esquema existente  na cidade.

Tia Ciça, Zé Tico, Maria Laura, dona Caci, Casa Branca  de  Antônio  Amaral, Neusa do Copacabana, Luzia Queiróz, estas três ultimas eram   boates  para uma classe de gente mais abastadas,  que preferiam mulheres com maior classe profissional , bonitas e jovens, especialmente vindas de Fortaleza que sempre expediam as melhores qualidades femininas.

Cicotinha que acabara de chegar ao meio de exploração feminina, logo se integrou ao esquema dominante.

Logo após seu comercio de vender  chocolates, confeitos e afins, passou a trabalhar como empregado da madame Luzia Queiróz e daí por diante logrou  certo recursos que o levou a criar a sua própria boate  que  o sustentou por várias décadas e lhe serviu para  ajudar sua família mãe e dose irmãos,  uma sua filha que tinha como meta se formar em advocacia na terra onde morava Salvador Ba.

Pela década de 70 Orlando Cocotinha fez sucesso no ramo de boate a frequência maior da população interessada  em  sua boate  e com a belezas  de  tragáveis mulheres de sucesso  vindo do  estado do Ceará e com isso ele se fez no ramo até  deixar e passar para outra exploração profissional de restaurantes.

Pela sua popularidade  e simpatia Cocotinha  conquistou a amizade de grande parte da população mossoroense , fora as mulheres casadas, ao ponto de torna-lo uma pessoa bem sucedida.