REMINISCENCIAS: JOSÉ AOEM ESTIGARRIGA MENESCAL

Wilson Bezerra de Moura

Esta figura conheci pelos idos de 1959, quando trabalhávamos no Segundo Cartório Judiciário de Mossoró, Rua Doutor Antônio de Souza, Centro, quando não existia Fórum, promotor de Justiça Licurgo Ferreira Nunes e os juízes Jaime Jenner de Aquino e Manoel Onofre Lopes davam expediente para despachos em processo no próprio cartório.

Entre conversas, comentavam de que o tabelião escrivão Leônidas Pereira de Paula estava prestes a se aposentar e quem assumiria não era Francisco das Chagas Ferreira Gomes, o substituto legal, mas vinha para assumir o escrivão do cartório de Governador Dix-sept Rosado, José Aoem Estigarriga Menescal.

Antigamente a escolha recaía para o escrivão mais antigo na carreira judiciária, e no Estado estava Governador Dix-sept Rosado.

A partir das primeiras conversas, o mossoroense José Aoem Estigarriga Menescal passou a frequentar mais o Segundo Cartório e rolar conversas dele com os demais servidores da justiça. Filho de Antônio Dilon Estigarriga Menescal, descendente de italiano e espanhol.

José Aoem nasceu em 25 de setembro de 1904 e faleceu aos 27 de setembro de 1987. Teve em Mossoró, a princípio, uma vida normal na sociedade, como admirador do esporte, até jogou pelo Humaitá, como torcedor de times daquele tempo deu sua contribuição para o andamento do futebol.

Foi seminarista no Ceará, abandonando a carreira sacerdotal algum tempo depois e enveredou pelo lado da justiça, tornando-se ao final de sua carreira, Escrivão e Tabelião do Segundo Cartório Judiciário de Mossoró, dando, entre outras atividades, contribuição para engrandecimento da cidade.

Pai de sete filhos, todos de bom caráter, e, na condição de bom pai, os educou para o caminho do bem. Um dos descendentes de seu pai, seu irmão, foi juiz em Mossoró por muitos anos, o doutor Mozart Menescal, que desempenhou a função de magistrado com dignidade e respeito e, como um sábio da língua portuguesa, chegou a se equiparar com o mestre Aurélio, do dicionário.