REMINISCÊNCIAS: IGREJA ASSEMBLEIA DE DEUS DE MOSSORÓ

Wilson Bezerra de Moura

Normalmente tomamos por base o momento que a coisa existe, mas nunca dedicamos um instante de imaginação por que e como surgiu.

Particularmente, defendo a razão de perceber a começar pelo antigamente. Entre as razões do porquê, do existir, acho importante porque se sabe perfeitamente os primeiros batalhadores, os desbravadores.

No caso presente da Assembleia de Deus, o trajeto histórico, a começar por sua organização, foi feito por um de seus obreiros, o poeta Edgar Filgueira Burlamaque, areia-branquense de nascimento em 18 de setembro de 1900, falecido em Mossoró em 15 de janeiro de 1983, portanto com 83 anos de existência, em Mossoró, terra que lhe abrigou até o falecimento.

Um dos valiosos préstimos foi a criação de uma Igreja Evangélica chamada de Assembleia de Deus, até hoje existente, levando a palavra de Deus não só aos seus membros, mas a todos quantos celebram a evangelização de um povo.

Com seu Edgar Filgueira enveredaram outros mossoroenses crentes no nascimento e na evangelização da palavra do Supremo Arquiteto de Universo.

A curiosidade não conteve o poeta Edgar Filgueira ao indagar quem eram os passantes por ali vestidos de capa, algumas pretas, e guarda chuvas, outros vestidos mais simples, que percorriam em grupo em direção da cidade pela Rua Marechal Floriano, bairro Paredões.

No meio daquele povo que chamou sua atenção ia para a casa de Seu Mateus, onde ali se encontraria com o seu Manoel Higino, segundo consta a narrativa de seu Edgar, seria feita uma manifestação religiosa, cuja palavra seria dada pelo próprio Higino, o pregador.

O momento foi suficiente para despertar a ideia e com outros entrelaçaram a força de fundar uma Igreja. Assim foi reagido, os encontros foram realizadas, a princípio, na casa de dona Mariquinha Florêncio, que vinha a ser a mãe de Leôncio Santana, uma das lideranças futuras da própria Igreja.

De uma ideia geralmente surge um empreendimento. Foi assim com a Igreja Assembleia de Deus, que germinou pela devoção de muitos irmãos daquele bairro Paredões, nasceu, cresceu e sua prosperidade contribuiu para o desenvolvimento não só na parte religiosa, como em diferentes aspectos da coletividade.

Os apontamentos históricos de Raibrito revela-nos serem autores intelectuais e operacionais os senhores Edgar Filgueira Burlamaque, Gumercindo Medeiros, Manoel Felix, Nogueira Evangelista, Raimundo Calixtrato, Isaias Morais, Luiz Leite, José Luiz, Antônio Barbosa, Antônio Lucas e Raimundo do Couto.

O primeiro batismo em águas do Rio Mossoró se deu em 30 de maio de 1929 e o segundo teve lugar no templo da própria Assembleia de Deus, à Rua Governador Dix-sept Rosado, em 03 de maio de 1930.