REMINISCÊNCIAS: Edmilson de Lima Moura

WILSON BEZERRA DE MOURA

Repassando as folhas do arquivo Raibrito, acervo histórico de velhos fatos e pessoas, me deparei com o nome e fatos bibliográficos do sempre lembrado por seus exemplos, Edmilson Moura, como era conhecido de todos.

Isto porque Edmilson Moura foi aluno do tradicional Ginásio Diocesano Santa Luzia, como aluno do Pe. Jorge Ógrady, nos idos 1940, legou passagens de notáveis lembranças, como a história que ele era menino preguiçoso para assistir aulas, sempre inventando uma dor de dente para não assisti-las, até que um determinando dia o pai descobriu, e daí para frente nunca mais ele faltou.

O padre Jorge Ógrady, certo momento, numa inauguração de uma ponte em homenagem ao deputado Edmilson Moura, fez referência a que numa de suas atividades escolares determinou que cada aluno fizesse a sua autobiografia, e ele a fez, entre outros assuntos, que haveria de se tornar um farmacêutico, o que nunca o foi.

Grande tempo como aluno da Escola Técnica de Comércio União Caixeiral, e seu professor, oportunidade em que construiu um patrimônio amplo e embocado numa amizade com pessoas, tanto na educação quanto profissionais do ramo contábil, que o fizeram um respeitável parceiro.

Sempre foi um homem dedicado ao que fazia em todos os segmentos da vida. Ao término do curso técnico, além de se dedicar ao ensino contábil, tornou-se um profissional no ramo da contabilidade e, pela sua capacidade, passou os limites de sua cidade Mossoró, atuando nas cidades de Fortaleza e Brasília.

Tempos depois se integrou no quadro funcional da então Casa Bancária S. Gurgel, estabelecimento bancário na cidade, e passou a se dedicar ao ramo de Contador desse estabelecimento de crédito por longos anos, dali tanto serviu para ampliar seus conhecimentos do ramo como conquista de grandes e influentes amizades, o que muito contribuiu para levá-lo até a Assembleia Legislativa do Estado com grande representação política.

Conheci Edmilson Moura em plena atividade social, política, comercial em seu escritório em pareceria com Amauri Filgueira, dona Edy Moura, os quais, pelas suas eficiências na profissão, conquistaram a simpatia não só de seus clientes, como de todo Estado do Rio Grande do Norte, pela modernidade como se instalaram ramo.

Aliás, o momento é bem oportuno para lembrar que nos idos tempos desse escritório contábil de Edmilson Moura, outros contadores da época foram sucesso também, como José Nilson Rodrigues, Antônio Paula Rodrigues, o mais velho de todos, João Sabino de Moura, Ivo Ribeiro Bezerra, mas o escritório do trio, Edmilson, Amaury, dona Edy Moura foi o pioneiro no estilo contábil dentro da modernidade de novas técnicas.

Por razão que a própria razão reconhece, lembramos especificamente o nome de Edmilson de Lima Moura, pelo fato de ter sido um homem de destacável conceito, onde viveu desde o dia 15 de novembro de 1925, ao ponto de legar excelente exemplo de dignidade, até o dia em que a terra se destinou a recebê-lo de volta, aos 19 de janeiro de 1977.