REMINISCÊNCIAS: CHICO SOUTO

Wilson Bezerra de Moura

Chico Souto, em sua caminhada, construiu um alicerce para edificar um futuro promissor num chão sertanejo de poder criador, onde ali só se falava em açudes, animais, plantio, roçado, fazenda, no lugar chamado de Vila do Triunfo, a princípio, depois chamado de Campo Grande.

Só que para o mês de agosto, dia 20 do ano de 1903, neste lugar, aderiram à predicação de Augusto Severo, de onde um menino de oito anos virou-se para o mundo, olhando o horizonte viu um mar, ficou pasmo diante da natureza e ali traçou seu destino.

Veio à nova terra, viu o mar, ficou pasmo com tamanha grandeza e traçou novo destino, se decidindo a ficar de fez na terra que veio a ser seu futuro e de sua família.

É claro que esse encontro majestoso naquele momento seria um mar que se formaria como um desafio para sua existência, simples criatura sem preparo algum para enfrentar tais provocações das águas salgadas do mar quando acabou de descobrir com apenas oito anos de idade.

A natureza tem o poder, a capacidade e o destino. Ela não avisa quando nem como traçar o desafio ou entre outras esperar a ação de quem é o escolhido.

A marcha do tempo, respeitando um conjunto de circunstâncias, indica a terra, bastasse uma fonte até então o desconhecido que haveria de surgir ante a natureza nordestina, a lutar numa fonte desconhecida, espalhando um terreno perspectivo enriquecido pelo sal que levantaria expectativas ao futuro empreendedor que provocasse, com o trabalho, as perspectivas do complexo de uma economia nacional.

Depois de inquestionáveis ponderações a quem caberia este extraordinário espírito empreendedor, desafios revelam a disposição de efetuar trabalho que satisfizesse a questão produtiva para conquistar a sabedoria do poder econômico.

Francisco Ferreira Souto foi a criança que com oito anos de idade disse ao mundo o que veio fazer, quando se destinou a conhecer o mar nunca antes visto, a arregaçar as mangas da camisa e deslanchar uma produtividade com a matéria prima branca, revolucionou o mundo, deixou como herança ao filho Soutinho um esquema de trabalho e consequente riqueza que se tornou um império internacional.

A sua identidade consagradora no mundo da produção salineira o fez, daí por diante, o menino de oito anos forte, guerreiro da produção salineira.