REMINISCÊNCIAS – CHICO SOUTO, A CAMINHO DO FUTURO – II

Wilson Bezerra de Moura

Pelo visto o menino de oito anos de idade abriu espaço na nova terra de águas salgadas, na cidadezinha de Areia Branca.

Abriu um espaço para estudar sua vida, sua disposição, sua história, sua nova instalação a enfrentar nova sina.

Tais disposições e interrogações ele mesmo é quem responde pelo desenrolar dos fatos, até porque estes mesmos foram criados e desenvolvidos por ele mesmo, que deverão servir de exemplo a tantos outros.

Assim, tais interrogações, respondidas por ele próprio, mereceram ser enfeixadas em livros para os alunos de colégios lerem e se espelharem numa realidade que se apresenta, com evidencias de que os bons exemplos devem espelhar a realidade de uma vida nobre e agradável.

O bispo na época, Dom João Batista Porto Carrero Costa, considerado na época o brilhante príncipe da Igreja Católica, insinuou a que fosse explorado esse momento de prosperidade do novo empreendedor Chico Souto, para os novos alunos se espelharem na sua realidade.

Sua luta foi contínua e irreversível. A princípio vendendo miúdos de boi em um tabuleiro, depois comprando e vendendo outros objetos, como galinha, ovos, laranjas outras coisas que lhe iam aparecendo, mas sempre investindo no sal, porque esse era seu verdadeiro propósito: comercializá-lo.

Aproveitou o momento em que os demais comerciantes salineiros não tinham interesse em prosperar, ele fez o contrario, procurou melhor investir no produto.

Um alagoano que era no momento gerente do Banco do Brasil em Mossoró, observando de perto a disposição de seu Chico Souto, abriu-lhe as portas do banco, oferecendo dinheiro para maior investimento, e até que deu certo e conciliou aos seus propósitos.

(“Seu Chico Souto costumava dizer: sou analfabeto, não sei ler nem escrever, mas adquiri disposição, força e segurança no trabalho que me conduz ao grande desafio de prosperar”).

Nada mais sinceras e verdadeiras foram essas palavras que serviram para conseguir a consolidação de acúmulos de riqueza para fundar uma firma chamada de F. Souto Importação e Exportação de Sal para o mundo inteiro, decerto uma forte potência econômica com livre e autentica atuação no mercado nacional e internacional.

Foi tudo que o menino de oito anos de idade construiu saindo do sertão de Augusto Severo.