RÁDIO DIFUSORA DE MOSSORÓ – Wilson Bezerra de Moura

Em minhas andanças pesquisando fatos históricos, me deparei com um artigo do jornalista Emery Costa, onde ele faz um relato de quando iniciou nas atividades radiofônicas, isto pelo ano de 1963, que se entusiasmou, abraçou a causa e vive até os dias atuais na área de comunicação. Jornal, rádio, televisão, sempre foi sua atividade principal.
Só que, sinceramente, pensei duas vezes em um só instante, pois a emissora de rádio a que ele se referiu, a Rádio Difusora de Mossoró, pioneira na região, nascida na década de cinquenta, teve uma rápida passagem em nossa vida.
Emery iniciou suas atividades na comunicação nessa emissora divulgando o programa A Voz do Estudante e culminou essa etapa de vida enveredando na área que o tornou um profissional de mão-cheia. Eu passei, nessa época, por algum período, fazendo o mesmo programa A Voz do Estudante, mais não me tornei profissional. Como amador fiquei, mas valeu o tempo dedicado nessa atividade temporária, quando estudante.
Acredito que para todos nós mossoroenses a Rádio de Difusora deixa recordações em vários aspectos. Talvez a primeira seja de seus fundadores, Renato de Araújo Costa, empresário bem sucedido, seu irmão Paulo Gutemberg de Araújo Costa e outros que marcaram época no empreendedorismo da comunicação e deixaram suas marcas na difusão.
A outra recordação se liga plenamente aos profissionais que por ela passaram. Um excelente locutor, José Genildo de Miranda, com seu programa do meio dia, intitulado Crônicas do Meio Dia, em conjunto com o doutor Paulo Gutemberg de Noronha Costa.
O Bazar da Alegria, levado a efeito pelo excelente profissional do Rádio Aldenor Evangelista Nogueira. Outro programa, intitulado Ajude-nos a Servir, da responsabilidade ainda do apresentador José Genildo de Miranda, foi de grande sucesso.
Outro programa que fez sucesso na Rádio Difusora de Mossoró, “Bom Dia Mossoró”, que tinha como apresentador o radialista José Antônio, no Esporte com Edmundo Alves, Vesperal das Moças, apresentado no auditório da Difusora aos sábados, este programa contava, entre outros, com a participação de Romildo Eufrásio Nunes e Francy Soares, cujo patrocínio era do Café Vitória, de propriedade do senhor Nias, Francisco Heronildes da Silva, que por sinal mantinha um papagaio para fazer o comercial do Café Vitória. Quando indagado que café tomava, o papagaio respondia: “Bebo Café Vitória, bom até a última gota”. Era sucesso na época.
Valeu para o momento a recordação de bons profissionais da comunicação, muitos deles partiram para o Oriente Eterno, Célia Siqueira, José Maria Madri. A locutora Socorro Gurgel pertenceu a essa equipe de engrandecimento da comunicação no rádio mossoroense e até o momento permanece entre os patrícios.

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