Projeto piloto converterá frota da Caern e do Idema para o GNV

A economia gerada pela conversão da frota ao Gás Natural Veicular (GNV) vai possibilitar a criação de um projeto piloto para a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) e para o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema). Para tratar sobre o assunto, o diretor-presidente da Companhia Potiguar de Gás, Beto Santos, se reuniu ontem, na sede da Caern, com o diretor-presidente, Marcelo Toscano, e o diretor-geral do Idema, Rondinelle Oliveira.

Além dos gestores dos órgãos, estiveram presentes na reunião o assessor da presidência da Potigás, Marcello Guerra, o assessor de Planejamento, Ramid Risério e o gerente comercial Franciney Batista. Será elaborado um projeto mostrando os impactos financeiros da conversão e a economia gerada. “A Potigás oferece planos diferenciados para ampliação do uso do GNV em frotas, como é o caso da Caern e do Idema”, explicou o presidente da Potigás, Beto Santos.

O custo médio por quilômetro rodado do GNV fica em R$ 0,18, enquanto com a gasolina é de R$ 0,35 e do etanol R$ 0,38. Com o GNV, o motorista paga menos e chega mais longe. Ao abastecer o veículo com R$ 25,00 é possível rodar 137 km com GNV, 71 km com gasolina e 66 km com etanol.

Esta economia com o custo do combustível é acrescida das economias decorrentes de um menor desgaste das partes e componentes do motor e um maior intervalo entre trocas de óleo lubrificante, alcançados em função das vantagens técnicas. “Vamos analisar nessa etapa inicial a conversão da frota em Natal e depois a partir desse projeto piloto ampliar a conversão para o interior do Estado”, comunicou o diretor Marcelo Toscano.

O diretor Rondinelle Oliveira destacou ainda o fato do GNV ser menos poluente em relação aos outros combustíveis. No ambiente urbano, o uso adequado deste combustível, se comparado com os combustíveis tradicionais, pode reduzir as emissões de monóxido de carbono (CO) em 76%, de oxido de nitrogênio (NOx) em 84% e de hidrocarbonetos pesados (CnHm) em 88%, praticamente eliminando as emissões de benzeno e formaldeídos cancerígenos.