Professor e aluna da Ufersa lançam livro após faturar segundo maior prêmio em programa de TV

A alegria do professor Felipe com a estudante Ekarinny no palco do Caldeirão do Huck / Foto reprodução

Ekarinny ao lado do apresentador Luciano Huck / Foto cedida

Professor Felipe Ribeiro olhando para Ekarinny e dizendo que tinha garantido o prêmio maior / Foto reprodução

A emoção de uma jovem cientista campeã – Ekarinny Brito comemorando o prêmio com o professor Felipe Ribeiro / Foto reprodução

Dois representantes do Programa Ciência para Todos no Semiárido Potiguar, da Ufersa, acabam de lançar o livro “Faça pelo outro”. A obra – escrita pelo professor Felipe Ribeiro com a colaboração da estudante premiada Ekarinny Brito, aluna do curso de Ciência & Tecnologia do Campus Mossoró, e também egressa da Escola Estadual Professor Hermógenes Nogueira da Costa – traz a trajetória de alguns cases de sucesso do programa, que está completando 10 anos de criação.

No livro de 46 páginas, o professor Felipe faz uma espécie de diário sobre a participação dos dois no quadro The Wall, do programa Caldeirão do Huck, da TV Globo. O quadro tem três rodadas. Na primeira, são feitas cinco perguntas com apenas duas alternativas. As perguntas são, em geral, de nível fácil e caem três bolas das posições 1, 4 e 7 de um painel. Enquanto as bolas caem, a dupla de participantes deve escolher a resposta. Caso acertem, as bolas ficam verdes e onde elas caírem soma-se o valor. Caso errem, as bolas caem vermelhas e subtrai-se o valor.

“Desde aquele momento que conheci Ekarinny em uma feira de ciências, lá em 2016, eu sabia que ela tinha um brilho diferente, algo especial e isso nos trouxe até aqui hoje, nesse momento. Eu lembrei de sua história, tanta dificuldade que ela passou e de quanto o prêmio do programa faria diferença em sua vida”, destaca Felipe na obra.

O quadro com os dois participantes da Ufersa e mais a professora Luisa Kiara da Escola Hermógenes Nogueira, foi ao ar neste sábado, dia 13 de junho, uma data com um significado bem especial para os mossoroenses, afinal, foi num 13 de junho, mais precisamente do ano de 1927, que a cidade resistiu bravamente ao bando de Virgulino Ferreira, o temido Lampião – rei do cangaço. Agora, 93 anos depois, mais uma vez a cidade vê dois representantes fazendo história e se consagrando – diante de todo o país – e conquistando o segundo maior prêmio já registrado na historia do The Wall: R$ 278.677,00 O dinheiro será usado no apoio as iniciativas dos jovens cientistas do semiárido. No programa, o professor Felipe ainda fez história, ele acertou todas as perguntas do quadro.

O livro “Faça pelo outro” foi apresentado logo após a exibição do programa e estará disponível para compra no site do programa Ciência para Todos no Semiárido Potiguar. “Me pergunto quantos jovens como Ekarinny estão por aí nas periferias das grandes cidades, nos interiores mais simples, no sertão do semiárido? Jovens que não sabem quão brilhantes são e que precisam apenas de alguém que acenda suas chamas para que elas cresçam e iluminem o mundo”, analisa Felipe.

Me pergunto quantos jovens como Ekarinny estão por aí nas periferias das grandes cidades, nos interiores mais simples, no sertão do semiárido? Jovens que não sabem quão brilhantes são e que precisam apenas de alguém que acenda suas chamas para que elas cresçam e iluminem o mundo

 Felipe Ribeiro/professor

A jovem Ekarinny Myrela Brito de Medeiros, de 19 anos, já tem um currículo excelente graças a sua determinação com a ciência. Entre tantos prêmios e títulos, ela foi a única representante do Rio Grande do Norte na Intel ISEF do ano passado. Na ocasião, Ekarinny apresentou o trabalho “Desenvolvimento de cateter bioativo proveniente do aproveitamento do líquido da castanha do caju (Anacardium occidentale) como alternativa na prevenção de infecção sistêmica”. Trabalho esse que foi desenvolvido quando a jovem ainda era aluna de ensino médio da rede pública estadual, dentro do âmbito do Programa Ciência para Todos no Semiárido Potiguar da Ufersa.

“Aquele projeto que começou no quintal da minha casa e foi se desenvolvendo, chegou tão longe! Muito mais longe do que aquela menininha que gostava de dançar na escola jamais poderia imaginar. Sou tão grata aos meus professores, meus colegas de escola e de feira e em especial ao Ciência para Todos, por proporcionar essa chance a jovens como eu. Hoje sou aluna universitária e voluntária do programa”, agradeceu Ekarinny na obra “Faça pelo outro”.

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