Petrobras põe à venda todos os campos de petróleo no RN e pode deixar de operar no Nordeste

Polo Potiguar compreende os subpolos: Canto do Amaro, Alto do Rodrigues e Ubarana.

A Petrobras informou na manhã desta quarta-feira (23) o início da fase vinculante referente à venda da totalidade de suas participações na Refinaria Clara Camarão, em Guamaré e vinte e seis campos de produção terrestres e de águas rasas, localizadas na Bacia Potiguar, denominados conjuntamente de Polo Potiguar com produção média, de janeiro a junho de 2020, de aproximadamente 23 mil barris de petróleo dia e 124 mil m³/dia de gás natural.

O Polo Potiguar no Rio Grande do Norte, compreende três subpolos: Canto do Amaro, Alto do Rodrigues e Ubarana, totalizando 26 campos de produção, sendo 23 terrestres e 3 marítimas, além de incluir acesso à infraestrutura de processamento, refino, logística, armazenamento, transporte e escoamento de petróleo e gás natural.

Já as concessões do subpolo Ubarana estão localizadas em águas rasas, entre 10 e 22 km da costa do município de Guamaré-RN. Os campos de Cioba, Oeste de Ubarana e Ubarana, juntos têm 28 plataformas instaladas em águas rasas. São 17 plataformas fixas, das quais 2 são habitadas, e 11 plataformas de aço do tipo jaqueta.

O comprador também levará a base administrativa e operacional do Alto do Rodrigues (RN), incluindo parque de manutenção e preservação de tubulações de poços e estoque de materiais.

Além das concessões e suas instalações de produção, a Petrobras incluiu na transação a Refinaria Clara Camarão localizada em Guamaré, no RN com capacidade instalada de refino de 39.600 bpd.

“Os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão carta-convite com instruções detalhadas sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para a realização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes” diz a Petrobras no comunicado.

Segundo a Petrobras a presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural.

“Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em ativos de classe mundial em águas profundas e ultra-profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos” finaliza a estatal.