Pedido de Natal

O mês de dezembro, no calendário cristão, compreende uma das mais importantes datas comemoradas no mundo todo. O natalício do nosso Grande Mestre Jesus Cristo!
De todas as festas cristãs, o natal sempre foi e será especial aos nossos olhos. Os momentos mágicos se repetem ano após ano, no entanto as mágicas são diferentes a cada um. Ultimamente, com a tecnologia presente no nosso dia a dia, algumas transformações vêm ocorrendo e, consequentemente, sem que nos apercebamos, estamos modificando os nossos velhos hábitos.

Não há como negar que o acesso àqueles que estão distantes ficou mais fácil: basta um e-mail com mensagens cheias de emoções para alegrar o coração de quem as recebe. Uma ligação telefônica, expressando os mais sinceros desejos de boas festas, também é sempre bem-vindo; ou quem sabe, um recadinho pelo WhatsApp… O importante é não deixar passar em branco. O interessante é que, para aqueles que estão próximos, a receita também funciona, aliás, o vício é tão grande, que às vezes mandamos recados até para os que estão debaixo do mesmo teto.

Tirando essas modernidades, a festa em si, e o seu verdadeiro sentido, permanecem. Pelo menos é o que sempre se espera.

Assim como em cada natalício renovamos os nossos propósitos em relação a nossa vida, assim também, ao comemorar o aniversário do nosso Mestre Jesus, sempre elencamos uma série de ideais a serem fortalecidos em nosso interior, favorecendo não apenas a nós mesmos, mas, acima de tudo, ao coletivo, sempre focando no melhor de cada um.

Um mês antes da tão esperada comemoração, o mundo todo, ou quase todo, se reveste com os enfeites natalinos. O brilho das luzes invade a alma do mundo, e as pessoas como que tocadas por uma varinha de condão, humanizam o próprio coração e tudo fica mais fácil de resolver.

Há quem considere hipocrisia essa mudança que ocorre com as pessoas em certos períodos do ano, em que somos levados a reflexão. Prefiro pensar que não. Melhor que aconteça de vez em quando do que nunca! Sempre é tempo de mudanças e somos passíveis a ela!

Falando em mudanças, elas são visíveis também na decoração das lojas, da cidade, das casas, nas vitrines… Essas, além da decoração específica da data, renovam-se também exibindo os últimos modelos dos seus produtos, pois a troca de presentes faz parte dos festejos.

O que sei, é que desde o primeiro dia do mês, já me vejo tomada por uma alegria incontida. Adoro cada enfeite, cada mensagem, cada sorriso, cada reencontro, cada mudança de comportamento observada nas pessoas do meu convívio e em mim também. Pois, a cada ano me proponho melhor, embora nem sempre consiga, mas Deus é testemunha, de que me policio, e faço sempre o possível para não perder as possibilidades de mudanças!

Dos enfeites natalinos, à “árvore de natal”, sem dúvida sempre foi o meu preferido! Quando criança, nós, lá em casa, não tínhamos as árvores artificiais de hoje, portanto tínhamos o privilégio de enfeitar pinheiros naturais. Que além de mais bonitos, exalavam um perfume todo especial, que eu denominava de: “cheirinho de natal”.

A minha primeira árvore natalina ganhei aos oito anos mais ou menos – depois de adoecer por não ter uma. Era um galho de pinheiro natural que media uns trinta centímetros, contendo seis bolas pequeninas que pareciam gotas d’água, e algodão semelhando a neve nos poucos galhos. Desde então, todos os anos, tenho o maior prazer em montar minha. A cada enfeite que penduro, revivo minha história de vida, ao mesmo tempo em que vou idealizando os dias vindouros.

Mas o momento mais sublime de todos os que compreendem esse mês sagrado, acredito que seja na hora prece, onde a família se reúne antes da ceia, agradecendo por todas as bênçãos recebidas, bem como, fixando o desejo expresso de mais um ano de concretizações.

Por representar o início de um grande ciclo, o momento é de idealizações. Há os que pedem ao Grande Mágico da vida- “Deus”, paz saúde e felicidade, outros a mágica da fartura, há também os que nem sabem o que pedir, ou porque já tem de tudo, ou por sempre ter corrido atrás dos seus desejos com as próprias pernas…

E você? Já fez o seu pedido?

Vanda Jacinto
Pedagoga