O consumo de energia no verão é frequentemente maior, quando comparado com os outros meses do ano. Isso ocorre pelo uso prolongado de equipamentos como ar-condicionado e refrigerador, principalmente nas regiões mais quentes do país. Por conta disso, é preciso ter cuidado para não se surpreender com a conta no final do mês.
O calor forte que toma conta do Brasil, que começa no último trimestre do ano e se prolonga até por volta de fevereiro do ano seguinte, pede medidas como maior climatização no ambiente, comida mais fresca e muita hidratação. E com as mudanças climáticas cada vez mais extremas, a sensação de calor tem aumentado ainda mais.
O efeito estufa, por exemplo, retém o calor na atmosfera terrestre, causando o fenômeno da onda de calor. Este fenômeno aumenta a sensação térmica e diminui a umidade do ar, uma vez que não permite a formação de nuvens e a aproximação de frentes frias. A duração do fenômeno pode ser de semanas.
Como as ondas de calor afetam o consumo de energia?
As ondas de calor afetam a saúde e também a conta de energia elétrica. O corpo humano precisa de resfriamento e hidratação para manter o bom funcionamento. Não recorrer a ventiladores, água gelada e ambientes climatizados pode trazer consequências sérias para a saúde.
É também durante a época de calor extremo que mais aparelhos são ligados ao mesmo tempo, principalmente durante as horas mais quentes do dia. Isso resulta em picos de energia e, consequentemente, em um custo maior. Essa é uma das razões pelas quais o horário de verão deixou de ser utilizado no Brasil.
Com a intenção de aproveitar melhor a luz natural, o horário de verão acrescentava uma hora ao relógio, fazendo com que a claridade da luz do sol fosse mais aproveitada. Hoje, com o uso intensificado de energia no período da tarde, a medida, que visava a economia de energia, perdeu o sentido e não apresenta mais resultados eficazes.
Como o aumento da demanda pressiona o sistema elétrico e encarece a conta
Os picos de energia são os principais vilões da conta de luz. A pressão na geração de energia eleva os custos, algo explicado pelo mecanismo de oferta e demanda. Por isso, evitar utilizar o ar-condicionado e o chuveiro elétrico durante a tarde e o início da noite é recomendado. Para fugir do calor, o ideal é climatizar o ambiente ou manter somente os ventiladores ligados.
Outra forma é optar por equipamentos com maior eficiência energética. Aparelhos de ar-condicionado equipados com a tecnologia inverter consomem até 40% menos energia elétrica. Quanto ao chuveiro, tomar banhos mais curtos e menos quentes é o ideal para a economia, e, de preferência, que seu uso não seja no horário de pico.
Ajustes em eletrodomésticos para reduzir o consumo
Regular a temperatura do chuveiro para a posição “verão” é o certo a se fazer para economizar. Se o ar-condicionado for indispensável, deve-se regular a temperatura para cerca de 23ºC a 25ºC. Além disso, deve ser dimensionado corretamente para o tamanho do ambiente. Apesar de a eficiência ser medida em BTUs, é importante saber quantos kWh o aparelho gasta.
No mais, deve-se aproveitar ao máximo a luz natural. Manter cortinas abertas, preferir paredes claras e reorganizar a rotina e os móveis para que a luz do sol seja bem utilizada, preferencialmente à luz artificial, é o melhor a se fazer. Se a adequação não for possível, pode-se trocar as lâmpadas convencionais por LED, que são mais econômicas.
E, ao comprar eletrodomésticos, é sempre importante optar por aqueles que possuem maior eficiência energética. Eles são geralmente identificados com o selo Procel de Eficiência Energética. Refrigeradores e aparelhos de ar-condicionado que levam a classificação “A” são os mais indicados.




