“O CARA DA CASA DE VIDRO”

 

Bolsonaro e a milícia

O The Intercept Brasil acaba de publicar a reportagem “O cara da casa de vidro”, esmiuçando gravações realizadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, com fortes indícios de que “comparsas do miliciano Adriano da Nóbrega recorreram a Bolsonaro” logo após a morte do ex-capitão do Bope, na Bahia. Adriano comandava o braço da milícia carioca denominado Escritório do Crime.

 

Jair, presidente, o cara da casa de vidro

Conforme o texto assinado pelo repórter Sérgio Ramalho, cúmplices de Adriano “fizeram contato com um homem identificado” nos relatórios de investigação como “Jair”, “presidente” e “ o cara da casa de vidro”. Tais expressões, segundo fontes anônimas do MP, remetem a Bolsonaro e aos palácios do Planalto e da Alvorada, cujas fachadas são de vidro. Leia a matéria completa.

 

Investigações encerradas

O surgimento do nome do Messias fez com que a investigação fosse encerrada, porque a Polícia Civil e o Ministério Público estadual não têm competência para investigar os chefes dos poderes da República. A propósito, a ligação entre o presidente e Adriano era antiga, a ponto de o então deputado federal se expor em plenário para defender o ex-policial que havia sido condenado a 19 anos e seis meses de reclusão por homicídio.

 

 

Pisca-pisca

Alguém teve a brilhante ideia de incluir, na abertura do site da prefeitura de Mossoró, o brasão municipal recém-remodelado para incorporar a tonalidade de azul da propaganda política do prefeito Allyson Bezerra (SD), com um efeito pisca-pisca. Tem gente recalcada dizendo que é autopromoção, que é chato, que provoca perda de tempo. De minha parte, julgo merecido, afinal o cordão azul venceu o cordão encarnado no pastoril de 2020. Teste aí e tire suas conclusões. Voto na permanência.

 

Publicidade machista

Aprovada pela Câmara Federal, a proposta da deputada Rosa Neide (PT-MT), que obriga a inserção de advertência sobre igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres na publicidade de produtos domésticos.

 

Promoção da igualdade

O objetivo, segundo a parlamentar, é promover a igualdade ao combater o estereótipo de que afazeres domésticos são atribuições femininas, reforçado nos comerciais. Pode ser que funcione, aguardemos, embora a maior expressão do machismo publicitário esteja no ramo das  cervejarias.

 

 

Produtividade

O 1º Juizado Especial Cível, Criminal e da Fazenda Pública de Mossoró, comandado pela juíza Gisela Besch, é destaque no noticiário jurídico pela liberação de R$ 1,3 milhões de reais em alvarás, no curto espaço de tempo compreendido de  1° de janeiro a 19 de abril de 2021. Os recursos, diz a magistrada, contribuem com a economia local em um momento delicado para todos. Com certeza.

 

Bandidos & Mocinhos

Se crime pode ser cometido para combater crime, quem são os mocinhos? Aliás, recomendo a leitura do artigo Bandidos & Mocinhos, do arquiteto, escritor e articulista Nilo Emerenciano, uma das gratas surpresas desta fase do O Mossoroense. Ele aborda a confusão entre heróis e vilões no cinema contemporâneo, mas o raciocínio se aplica à vida real.

 

Camelôs do Assú

Ao contrário do que fez a prefeitura de Mossoró, sem planejamento, sem diálogo e na base da força bruta, a de Assú-RN vem há meses desenvolvendo estudos e conversando com as pessoas atingidas para organizar o comércio de rua da cidade sem conflitos e sem impactos negativos nas vendas.

 

Depois dos quiosques, cai o diretor

Falando nisso, li no blog de Jota Nobre que José Nilton Dantas Pereira, o Nilton Comunitário, foi demitido do cargo de diretor do Vuco-Vuco depois da expulsão dos “camelôs rosalbistas”. Chequei no Jornal Oficial e lá estava a exoneração. Aparentemente, o substituto se chama Alfredo Carneiro da Silva. Diante dessa confusão, o jeito é chamar Edson Gomes.

 

 

Aglomeração religiosa

A Câmara Municipal de Grossos aprovou em março, projeto de lei que inclui as atividades religiosas como essenciais, a fim de driblar decretos do Estado e do Executivo local que prevejam a suspensão de cultos, missas, toques de santo, para minimizar os riscos de contágio pelo coronavírus. O texto admite apenas a possibilidade de limitação do número de pessoas.

 

Quem ama a Deus

Longe de mim criticar as convicções religiosas das pessoas ou questionar o valor da assistência pastoral na vida de muita gente. Na minha perspectiva, entretanto, iniciativas dessa ordem abraçam o populismo e rejeitam o valor primordial do cristianismo: a vida humana. Quem ama a Deus, protege o próximo. E proteger o próximo, na pandemia que enfrentamos, é seguir as orientações da ciência.

 

Lixo nas praias

As praias do Litoral Sul do Rio Grande do Norte amanheceram cheias de lixo. O governo do Estado entrou em alerta e emitiu nota com orientações às prefeituras de municípios costeiros, que vão da interdição de áreas afetadas à coleta e armazenamento dos resíduos.

 

Meia parte do meu mundo

Isolado pela pandemia no apartamento de 50 metros quadrados cuja propriedade divido com a Caixa Econômica Federal (CEF), vi cair sobre o guardanapo de papel que repousava ao lado do copo de uísque barato, um poema inteirinho, com mote e glosa. Mandei-o para o Instagram e, em poucos minutos, recebi de volta aqueles versinhos opacos com o brilho da música de meu amigo Bebeto de Campo Grande.

 

MOTE

MEIA PARTE DO MEU MUNDO

FOI ROUBADA POR VOCÊ

 

GLOSA

Não demorou um segundo

Para que eu me apaixonasse

E de bandeja entregasse

MEIA PARTE DO MEU MUNDO.

Ou será que me confundo

Quando pergunto por quê?

Só sei que estava à mercê,

Vivendo na tempestade,

Quando a minha insanidade

FOI ROUBADA POR VOCÊ.