Novos rumos

Há 12 anos um menino de 21 anos se mudava para Mossoró com um sonho: se tornar jornalista. O desafio era grande. Viver em uma cidade diferente, conviver com pessoas que nunca tinha visto na vida e integrar a primeira turma de Comunicação Social da Uern. Posso afirmar que sobrevivi.

Antes mesmo de começarem as aulas já estava estagiando no O Mossoroense, um jornal que respira história, cujo nome é conhecido em todo o país. Tenho orgulho de ter começado aqui.

O menino queria passar quatro anos em Mossoró, aprender e voltar para realizar o outro sonho que era se tornar historiador, concluindo o curso que fazia na UFRN. Como sempre afirmo por onde passo: jornalismo e história caminham de mãos dadas. Complementam-se.

Mas os planos sempre mudam. A temporada de quatro anos se tornou 12. Objetivo de atuar na área esportiva se converteu na devoção ao desafio de fazer jornalismo no intrincado jogo político de Mossoró.

Agora o menino que se tornou um pai e tomou as rédeas de seu destino precisa enfrentar novos desafios. Hoje escrevo a minha última coluna no O Mossoroense. Deixo o jornal com a certeza do dever cumprido na missão de tornar a Editoria de Política cada vez mais plural. Fiz o meu melhor, mas é hora de seguir em frente.

Saio do jornal pela porta da frente e com o sentimento de gratidão pela oportunidade concedida por Cid Augusto, que considero mais que um amigo: é um professor que tive fora da Uern. Com Cid aprendi lições de ética profissional e da importância de se fazer jornalismo pautando-se no equilíbrio na abordagem dos assuntos.

Saio com a certeza de que a Faculdade Jeremias da Rocha Nogueira, como um colega das antigas chamava, é uma verdadeira escola.

Aqui tive muita liberdade para trabalhar e diferente de outros que saíram daqui criando lendas, serei a voz para dizer que neste espaço sempre escrevi o que quis e nunca ninguém tentou ditar o que deveria ou não ser dito.

Também quero aproveitar para agradecer a Lairinho Rosado pelas grandes oportunidades profissionais que me proporcionou.

A Laíre Rosado, um destaque especial pelas conversas proveitosas que sempre tivemos e pelo incentivo nas minhas aventuras acadêmicas. Mas, principalmente, pelas demonstrações de humildade que sempre presenciei.

A Sandra Rosado, agradecer pelo respeito ao meu trabalho e deixar registrado aqui que ao contrário do que os criadores de lendas afirmam, ela não se intromete nos assuntos da redação. O mesmo agradecimento se estende a Larissa Rosado, que sempre colaborou facilitando meu acesso aos deputados quando ela estava na Assembleia Legislativa.

Agradecimento especial aos leitores pelo carinho. Vocês não têm ideia do quanto é gratificante ouvir “eu leio sua coluna todo dia”.

Vou sentir muita falta de praticar a arte de fazer um jornal diário como diria o grande Ricardo Noblat. Mas é chegada a hora de seguir novos rumos. Deste jornal eu só tenho o sentimento de gratidão e respeito.

Até breve!