quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
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Ney Lopes: 1° DE MAIO: COMO PROTEGER O TRABALHADOR

Ney Lopes

Hoje, 1, Dia Internacional do Trabalho. Data significativa, que contempla um dos temas mais delicados para ser regulado por lei.

Tratam-se de direitos sociais e humanos, que resguardam a atividade de quem trabalha.

O trabalho humano deve ser considerado vocação recebida, que torna o homem semelhante a Deus, porque passa a ser capaz de criar.

O trabalho dá dignidade.

É perfeitamente possível conciliar o capital com o trabalho, desde que prevaleçam princípios cristãos na relação entre patrão e empregado.

Desfavorece a sociedade a pregação do conflito, a luta de classes. O protesto (greve), quando considerado necessário é permitido, desde que se concilie com regras de convivência social, definidas em lei.

No Brasil, as legítimas lutas sindicais vêm de muitos anos e a primeira legislação regulatória provém de Getúlio Vargas, em 1943, com a Consolidação das Leis do Trabalho.

O líder sindical Luiz Inácio Lula da Silva sempre afirmou que a “a CLT é cópia fiel da Carta di Lavoro, de Mussolini”. Dizia claramente que a CLT é uma lei fascista, que precisava ser mudada.

Em função disso, algumas reformas ocorreram no texto ao longo do tempo.

Como deputado federal defendi a adaptação da CLT às regras da Convenção 98 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), entidade da ONU, que alteraria unicamente o artigo 618 do texto, no sentido de ampliar a livre negociação de sindicato a sindicato, fortalecendo, portanto, a representatividade do trabalhador.

A OIT sempre incentivou a livre negociação entre empregados e empregadores e repudiou a redução de conquistas sociais mínimas.

Em todo o mundo, o Direito Trabalhista não é composto apenas de normas internas, mas também de normas internacionais, em especial tratados internacionais sobre direitos fundamentais e convenções internacionais do trabalho da OIT.

Diante do argumento, realmente procedente, de que os sindicatos mais fracos teriam desvantagem na negociação, defendi a obrigação de assistência das Centrais ou órgãos sindicais superiores, aos sindicatos de trabalhadores, que não dispusessem de estrutura de assessoria nas negociações.

A flexibilização só ocorreria quando o trabalhador, através do seu sindicato, desejasse negociar.

Caso contrário, tudo permaneceria inalterado.

Absolutamente todos os atuais direitos trabalhistas seriam mantidos.

Esses direitos do trabalhador estão todos eles elencados no artigo 7° da Constituição Federal, que menciona uma série de direitos sociais e prevê: … além de outros que visem à melhoria de sua condição social”.

É claro que, porventura, se negociado um direito que piore a vida do trabalhador, tudo será nulo e inconstitucional, assim declarado pela Justiça do Trabalho.

O trabalhador nada perderia.

Ganharia mais o direito de negociar.

Hoje ele faz a conciliação na Justiça, já demitido, segundo pesquisa da PUC-RJ.

Com esta lei, poderia, por exemplo,  negociar o seu emprego, sem ser demitido, com ajuda do seu sindicato e da própria Justiça do Trabalho.

Na Suíça existe um conselho nacional tripartite para acompanhar os contratos coletivos de trabalho e evitar demissões.

Ao Brasil restará optar pela modernidade nas suas relações de trabalho, que permitam o país acompanhar a concorrência internacional e os avanços tecnológicos.

A redução das tensões entre empregados e empregadores acrescentará ganhos de produtividade, que chegarão ao bolso dos trabalhadores, através da negociação.

O mundo ensina que isto é o recomendável nas economias de mercado.

Neste 1° de maio de 2022 saúdo o Trabalhador brasileiro e farei tudo esteja ao meu alcance para o aprimoramento da nossa legislação trabalhista, que ao contrário da última Reforma, que alterou mais de 100 artigos da CLT, necessitaria ajustar UNICAMENTE o artigo 618 da CLT, para permitir a livre negociação, com assistência das Centrais e Sindicatos melhor estruturadas, que assim ajudariam os sindicatos menores.

Nada mais do que isto para proteger e garantir direitos legítimos nas relações trabalhistas, sem tensões.

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