Não dê asas às cobras…

Sempre me disseram que eu era um “besta” por ajudar algumas pessoas que, aos olhos de alguns, não mereciam a minha mão estendida. É de minha natureza ajudar, faço isto sem nenhum esforço.

Ao longo do caminho, ajudei sem nada pedir e, na medida do possível, a muitas pessoas que julguei amigos, e que depois vieram a me decepcionar, trair, ferir sem dó nem piedade.

Esta semana mais uma vez isto veio a acontecer. E como dói este sentimento de não reconhecimento pelo bem recebido dá um misto de raiva sem fim e, ao mesmo tempo, aquela vontade quase incontida de mandar o camarada tomar onde as patas tomam, se lascar lá pelas bandas do mar sem fim.

Um amigo me disse certa vez que o pior de todos os defeitos de um homem é a ingratidão, mas os maledicentes não sentem que estejam agindo com este teor de maldade. São maus e não sabem, ou, se sabem, não se importam em ser.

Tudo bem, companheiro, nada como um dia após o outro. Aproveite bem seus dias de glória, mas saiba que este mundo velho gira.

Não garanto que eu, diante de mais esta apunhalada nas costas, não venha a cometer o mesmo erro novamente e estender de novo a mão para ajudar a quem não merece.

É que é difícil identificar no primeiro instante os ingratos, eles são bons no primeiro momento, enganam até o cão. São como um Judas Iscariotes, te beijam a face e você aceita de bom grado.
Covardes, um dia pagarão por isto, aqui ou no quinto dos infernos.

Et cetera…

A XI Feira do Livro de Mossoró termina hoje. Na abertura testemunhei um encontro interessante de dois gêneros poéticos inusitados. O hip-hop e o cordel deram o tom nas vozes de Fábio Brazza e Antônio Francisco. Cada um na sua área, os poetas deixaram o público de boca aberta.

Parabéns aos organizadores do evento. Em tempos de crise, conseguiram montar uma grade reunindo o que há de melhor no cenário potiguar, mostrando que o Estado não deixa nada a dever aos grandes centros em se tratando de literatura.

Vale registro a iniciativa dos organizadores da Feira em destinar 30% do valor investido no Cheque-livro pelo Governo Estadual para a aquisição de livros de autores potiguares. O montante chegou a R$ 150 mil e foi celebrado por escritores e selos editoriais.

Hoje, encerrando a sua programação a Feira receberá o recital de poesia com Antônio Francisco, Nildo da Pedra Branca e Manoel Cavalcante e o lançamento do livro “Flor de Setembro”, de Airton Cilon.