MP afirma que analisará atraso de salários de terceirizados da PMM

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) acompanhará o atraso de cinco meses nos salários de milhares de servidores terceirizados da Prefeitura de Mossoró. A garantia foi dada pelo promotor Fábio de Weimar Thé, do Patrimônio Público, em audiência com vereadores, ontem de manhã, na sede da instituição em Mossoró.

O promotor atendeu pedido dos vereadores Genivan Vale (Pros), Lahyrinho Rosado (PSB), Francisco Carlos (PV) e Tomaz Neto (PDT), que, na reunião, pediram intermediação do Ministério Público para ajudar a resolver o problema. Uma comissão de servidores terceirizados também participou da audiência.

Fábio de Weimar Thé informou que a instituição já está com procedimento aberto, em relação ao atraso salarial das merendeiras do município. “Vamos incluir todos os terceirizados que estão nessa situação”, garantiu o promotor.

Na oportunidade, servidores relataram dificuldades financeiras decorrentes do atraso e até perda de direitos. Segundo eles, até vale-alimentação foi cortado. O vereador Genivan Vale pediu apoio do Ministério Público para resolver essa pendência, seja na esfera administrativa ou judicial, se for necessário.

MOBILIZAÇÃO
A ideia de levar comissão de terceirizados ao Ministério Público surgiu em mais um protesto realizado pelos trabalhadores, ontem de manhã, em frente à Câmara Municipal de Mossoró (CMM). Foi o terceiro ato público dos trabalhadores nesta semana, que cobram uma posição da Prefeitura sobre o pagamento dos salários.

“Já tínhamos uma audiência agendada com a promotora Ana Ximenes e então convidamos uma comissão de trabalhadores para nos acompanhar e discutir mais esse assunto, só com o promotor Fábio Weimar Thé”, diz o vereador Genivan Vale.

O vereador Francisco Carlos explica que o Ministério Público é acionado devido o agravamento da situação financeira dos servidores e da falta de demonstração da Prefeitura de resolver o problema.
“É inconcebível que pais e mães de família façam seu trabalho diariamente, mas não recebam por isso. Isso é uma agressão à cidadania, provocada pela desorganização administrativa na Prefeitura de Mossoró”, lamenta.

A situação é gravíssima porque, além dos terceirizados, servidores efetivos também enfrentam dificuldades. “Os servidores da saúde não estão recebendo os salários integralmente em dia. Há cortes sem aviso prévio e parcelamentos nunca explicados”, critica o vereador, que espera posição do Ministério Público.