Lançado há 26 anos, filme “De volta para o futuro 2” prevê muitas das tecnologias atuais

O dia de hoje foi a data marcada no filme “De volta para o futuro 2” para chegada dos personagens Marty McFly e Doc Brown, um futuro apontado há 26 anos. Passadas quase três décadas, o filme do diretor Robert Zemeckis chama a atenção por acertos em relação a tecnologias disponíveis atualmente. No entanto, a promessa de que não seria mais preciso usar estradas, pois os carros seriam voadores, ainda parece um sonho distante.

Ainda na área de transportes, outro palpite que o filme não acertou foi em relação ao aparelho usado nos carros para converter lixo em combustível. Hoje, nas cidades britânicas de Bristol e Bath está sendo testada a utilização de tratamento de esgoto e comida para mover ônibus, mas a tecnologia ainda não foi difundida. Um palpite acertado foi o de que, assim como no filme, os carros modernos têm ficado cada vez mais silenciosos, sobretudo os elétricos.

A não necessidade de utilizar dinheiro, mas impressão digital para pagar contas também já é uma realidade através do serviço de biometria dos cartões de banco. A tecnologia dos drones também é antecipada no filme, onde aparelhos já captam imagens para emissoras de TV e até passeiam com o cachorro, o que não é possível fazer hoje.

Outro robô mostrado no filme é o que desempenha a função de frentista. Atualmente, mesmo após testes realizados na Holanda para automação do serviço abastecimento de carros, a função continua sendo exercida por humanos.

Um elemento que deixou os espectadores do filme ansiosos pela chegada do futuro foi o skate voador. O aparelho e sonho de consumo de muitos foi apresentado pela empresa japonesa Lexus em agosto deste ano, mas para levitar necessita estar sobre uma pista de trilhos de metal.

O filme também acerta com relação à aparência dos aparelhos de televisão no século XXI, bem mais finos e com tela plana, capazes de transmitir imagens em 3D. A trama acerta ainda no controle da TV por comando de voz, possível nas smart TVs, além da transmissão simultânea de diversas programações na mesma tela.

Projeções de futuro fascinam a humanidade há séculos

Assim como o interesse por conhecer o passado, o futuro também é um assunto que tem despertado o fascínio da humanidade ao longo dos séculos. No mundo todo, milhares de pesquisadores se dedicam a estudar documentos escritos por videntes ou povos antigos sobre o futuro do planeta. Entre os “videntes” mais famosos está o alquimista francês que viveu no século 16 Michel de Nostredame, mais conhecido como Nostradamus.

O professor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), Lemuel Rodrigues, afirma, porém, que para a História, o passado só existe a partir do tempo presente e que a academia não valida previsões sobre o futuro.

“Mesmo com todos os aparentes acertos sobre a tecnologia de hoje no filme, ele não tem valor científico. O que mais chama atenção são os choques de cultura que os personagens encontram a cada viagem no tempo”, afirma o professor.