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LAÍRE ROSADO : Militares no Poder

Foto Marcos Corrêa/PR
Foto Marcos Corrêa/PR

Quando o eleitor brasileiro elegeu Jair Messias Bolsonaro presidente da República, sabia que estava elegendo um capitão da reserva do exército, que formaria um governo com ampla base de oficiais das três forças armadas.

Foi o que aconteceu. Hoje, os militares estão à frente de mais de um terço dos ministérios, espalhados por 21 áreas do atual governo, com o número de militares da ativa no governo federal crescendo 13%, espalhados por 21 áreas do Executivo.

Ontem, o presidente substituiu Onyx Lorenzonni da Casa Civil um militar, o general Walter Braga Netto.

Hoje, Bolsonaro nomeou mais um militar para despachar com ele no Palácio do Planalto, o almirante Flávio Augusto Viana Rocha no posto de secretário especial de Assuntos Estratégicos.

O vice-presidente da República é o general Hamilton Mourão. No Planalto estão ainda o major Jorge Oliveira, Secretário-Geral da Presidência, o general Luiz Eduardo Ramos, na Secretaria de Governo e o general Augusto Heleno Ribeiro, chefe do Gabinete de Segurança Institucional.

Segundo O Globo, com 75,5% do total de militares no governo, o Exército é a força com maior presença no Executivo. São 962 integrantes no governo, contra 164 da Marinha e 145 da Aeronáutica. Em 2018, o Exército representava 76% dos militares no governo.

O fato de o presidente Bolsonaro mostrar preferência pelos militares em seu governo não se constitui em nenhum risco à democracia. Contudo, é um fato que não passa despercebido.

Uma das explicações é que eleito, o presidente não tinha quadros organizados para ocupar postos diversos, diferente de outros presidentes que já estiveram no poder.