Laíre Rosado: Cuidados com o Covirus-19

O país passa por uma situação muito grave. O risco aumenta quando se sabe que o poder público não está capacitado a enfrentar a crise no sistema de saúde. O isolamento social se faz necessário, sobretudo para as pessoas com mais de 60 anos, até que a atual conjuntura esteja sob controle.

A situação é dinâmica. O que está acontecendo hoje pode ser diferente amanhã. Não se sabe por onde o vírus está circulando. É preciso reforçar as medidas que já são conhecidas, como lavar as mãos, usar máscaras, evitar apertos de mão, ficar próximo de outras pessoas e, sobretudo, proteger os mais velhos, seus pais, seus avós, os parentes mais idosos.

Mesmo que alguém não esteja na faixa etária de risco, pode ser o transmissor do Covid-19 para uma pessoa fragilizada da família. Chegando da rua, a primeira coisa a fazer é lavar bem as mãos com água e sabão. Depois, higienizar a maçaneta da porta com álcool ou detergente

O cidadão fica atordoado com médicos especialistas, sobretudo infectologistas, alertando sobre a necessidade de isolamento das pessoas que estão no grupo de risco, ou com mais de 60 anos de idade, mas, por outro lado, escuta o presidente da República “assegurar” que nada disso é necessário.

Faço parte do grupo de risco, 74 anos de idade e hipertenso. Em meu local de trabalho tive contato com colegas que depois foram confirmados como portadores da virose. Se antes o diagnostico era facilitado com a anamnese, sabendo se o paciente tinha viajado a outros países ou mesmo outros estados onde o Covid-19 havia sido diagnosticado, hoje isso não é mais possível. Qualquer pessoa, mesmo que assintomática, pode ser portador da virose.

Decidi guardar quarentena voluntária, eu e minha esposa, Sandra Rosado. Não estamos sentindo nenhum dos sintomas relacionados ao Covid-19, mas obedecemos a orientação da Organização Mundial de Saúde.

Tomo a liberdade de fazer uma recomendação aos amigos e à população. Mais que uma recomendação, faço um apelo. Evite ao máximo as aglomerações. Quem não puder permanecer em casa, por conta do trabalho ou de outras obrigações, redobre os cuidados, seguindo as normas sugeridas pelo Ministério da Saúde. Tudo pela preservação da vida.

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