sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
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LAÍRE ROSADO: A decepção do presidente Bolsonaro

LAÍRE ROSADO: A DECEPÇÃO DO PRESIDENTE BOLSONARO

O ex-presidente Jânio Quadros foi diferente dos seus antecessores. Além de abolir o uso de paletó e gravata obrigatório para os funcionários públicos, preferiu governar o país por meio de mensagens em pequenos bilhetes, deixando de lado o protocolo dos ofícios e memorandos. Sua renúncia constou de poucas linhas por esse assinado, nesses termos:

“Ao Congresso Nacional.

Nesta data, e por este instrumen-

to, deixando com o Ministro da

Justiça, as razões de meu ato, re-

nuncio ao mandato de Presidente

da República

Brasília, 25.8.61          J. Quadros”

 

O que se diz, desde essa data, é que Jânio não acreditava que o Congresso Nacional aceitasse sua renúncia e, depois, que o povo exigiaria sua volta ao cargo.

Anos depois, o presidente João Goulart era constantemente informado de que os comandantes das Forças Armadas estavam ao seu lado, e garantiriam sua manutenção no cargo. Por outro lado, tinha o apoio das massas populares, o que impediria qualquer tentativa de golpe.

Entre 31 de março e 1º de abril de 1964 os militares assumiram o poder no Brasil e apresentaram à nação o Ato Institucional nº 1, viriam outros depois, justificando a tomada de Poder. João Goulart foi exilado para o Uruguai e o marechal Humberto Castello Branco foi eleito presidente do Brasil.

Outro presidente Fernando Collor de Mello, apelidado de “o caçador de marajás”, em 1989, levou o país a uma grande recessão, aumento do desemprego e quebra de empresas. Perdeu o apoio do Congresso Nacional e do povo brasileiro. Em 29 de setembro a Câmara dos Deputados votou a favor da abertura do processo de impeachment contra Collor por 441 votos a favor e 33 contra. Em 30 de dezembro de 1992, por 76 votos a favor e 3 contra, Fernando Collor é condenado pelo Senado à perda do mandato e à inelegibilidade.

Atualmente, é possível enxergar um pouco do comportamento desses três presidentes no atual mandatário, Jair Messias Bolsonaro.

O presidente Bolsonaro não acreditava que pudesse ser derrotado na disputa pela reeleição. Após o resultado desfavorável nas urnas, esperou uma reação de força por parte dos militares para permanecer no poder, o que não aconteceu. Estava certo que haveria uma grande mobilização popular, suficiente o bastante para impedir a posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. Foi outro erro de cálculo.

O mandato do presidente Bolsonaro encerrará em 31 de dezembro de 2022. O mandato de Luis Inácio Lula da Silva, eleito pela terceira vez presidente da República, iniciará em 1º de janeiro de 2023, pela vontade livre do eleitor brasileiro, a maior prova de que a mudança foi a desaprovação do modelo atual.

 

 

 

 

 

 

 

 

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