Jório Nogueira afirma que PSD não aceitará candidaturas de secretários a vereador

A disputa pela sobrevivência política na Câmara de Mossoró começa a ficar renhida. Sobretudo, na bancada governista. O ensaio de secretários para entrar na disputa já incomoda vereadores. Ontem, o presidente do Legislativo, Jório Nogueira (PSD), disse que o PSD não aceitará candidaturas de secretários à Câmara Municipal em 2016.

O vereador afirma acreditar no compromisso do Palácio da Resistência, de que ocupantes do primeiro escalão e pessoas da cota pessoal do prefeito Francisco José Júnior (PSD) não serão candidatos. Segundo Jório, esse é o compromisso do chefe do Executivo com sua base na Câmara e com demais partidos aliados.

“Portanto, quero tranquilizar a vereadora Cícera Nogueira, outros pré-candidatos do PSD e dos partidos parceiros. Acredito que secretários não serão candidatos. Mas, caso sejam candidatos, não vamos aceitar. Vamos repudiar e tomar uma posição, se necessário, na direção estadual do nosso partido”, avisou Jório Nogueira.

Segundo o presidente da Câmara, outros vereadores têm a mesma posição, como o líder do Governo na Câmara, Soldado Jadson (SD): compartilham da tese que a ausência de secretários da disputa une o governismo para 2016, tanto para fortalecimento da base aliada quanto para reeleição de Francisco José Júnior.

NOMES
Nos bastidores do Palácio da Resistência comenta-se que, além de secretários, servidores de segundo escalão e outros comissionados ligados ao prefeito são pré-candidatos a vereador. O trabalho desses servidores, que ocupam posições estratégicas e gozam de prestígio com Francisco José Júnior, preocupa vereadores.

Fala-se nas pré-candidaturas de Rondinelli Carlos (secretário de Agricultura), Jurandir Filho (secretário-adjunto da Cultura), Daniel Machado (cunhado da primeira-dama Amélia Ciarlini), Iêda Chaves (secretária de Educação), Luiz Antônio (secretário da Transparência) e outros. Nenhum assume de público, mas sabem que são cotados.

INSATISFAÇÃO
Jório Nogueira, aliás, não é o primeiro a reagir ao projeto de novas candidaturas no Palácio da Resistência. Há vinte dias, na Câmara, ao denunciar existência de supersalários na Prefeitura, o vereador Soldado Jadson revelou trabalho de grupo, na Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), para lançar um candidato.

Ao afirmar que casta privilegiada de servidores da pasta chega a receber R$ 12 mil por mês, externou: “Nesse pequeno grupo, há gente que se arvora a liderança, e já existe até pré-candidato a vereador, e essa postura pode ser incompatível com o cargo”. Pelo visto, o prefeito terá muito trabalho para conter essa insatisfação para 2016.