Henrique Alves vira réu por caixa dois eleitoral, corrupção e lavagem de dinheiro

A decisão foi tomada pela juíza eleitoral Hadja Holanda de Alencar

Henrique Eduardo Alves, ex-presidente da Câmara dos Deputados, o ex-executivo da J&F, Ricardo Saud, e o empresário Joesley Batista, tornaram-se réus por lavagem de dinheiro, corrupção e caixa dois eleitoral, em caso que ganhou notoriedade no ano de 2017, depois da delação premiada de Saud.

A denúncia feita pelo Ministério Público Eleitoral a Justiça Eleitoral no Rio Grande do Norte (RN), foi apresentada em 23 de outubro. A juíza eleitoral Hadja Holanda de Alencar, da 2ª Zona Eleitoral de Natal, foi quem tomou a decisão no caso.

De acordo com a denúncia, o ex-deputado federal requisitou à empresa dos irmãos Batista o pagamento de vantagens indevidas para custear sua campanha eleitoral na disputa de 2014 pelo cargo no governo do Rio Grande do Norte. Na ocasião, recebeu R$ 2.936.000,00 milhões.

Para Iara Pinheiro de Albuquerque, promotora eleitoral que assinou o documento, os crimes cometidos por Henrique Eduardo Alves, foram “motivados pela ganância de se ver eleito governador do estado do Rio Grande do Norte”.