Greve dos bancários tem crescente adesão

Há pouco mais de uma semana de greve, a adesão ao movimento paredista nos bancos cresceu, conforme avalia o presidente do Sindicato dos Bancários de Mossoró e Região, Anchieta Medeiros. De acordo com o sindicalista, até o momento, não foi apresentada nenhuma contraproposta dos bancos.

Em Mossoró, são 350 bancários e a grande maioria está de braços cruzados. O sindicato tem realizado mobilização nas cidades da região para ampliar e fortalecer o movimento grevista.

Os trabalhadores pleiteiam um aumento salarial de 16%. “Os bancos propõem um reajuste salarial de 5,5% aos trabalhadores, o que não é suficiente nem para repor a inflação”, declara Medeiros.

Além do reajuste salarial, os bancários reivindicam também bônus de Participação nos Lucros e Resultado (PLR) dos bancos no valor de três salários mais R$ 7.246,82, além da concessão de vales alimentação e refeição, 13ª cesta básica e auxílio-creche/babá de R$ 788. Outras pautas são o pagamento para graduação e pós e melhorias nas condições de trabalho e de segurança.

No entanto, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) propõe reajuste salarial de 5,5%, pagamento de PLR de 90% do salário mais R$ 1.939,08 com limite de R$ 10.402,22. A proposta prevê ainda auxílio-refeição de R$ 27,43, auxílio-cesta alimentação, 13ª cesta básica no valor de R$ 454,87, e, auxílio-creche/babá de R$ 323,84 a R$ 378,56.

Durante o período de greve dos bancos, a orientação é que os consumidores procurem meios alternativos para realizar transações bancárias e pagamentos de boletos, como as agências de Correios e casas lotéricas.