segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
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Gravação mostra Temer dando aval para comprar silêncio de Eduardo Cunha

De acordo com denúncia feita pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, os irmãos Joesley e Wesley Batista, do frigorífico JBS, entregaram em delação uma gravação, feita em 07 de março deste ano, em que o presidente Michel Temer diz que deve ser mantido o pagamento mensal ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha para que ele se mantenha em silêncio na cadeia.

Os depoimentos dos irmãos batista foram feitos à Procuradoria-Geral da República (PGR) e citam ainda o senador Aécio Neves (PSDB), que teria pedido R$ 2 milhões à JBS, e o ex-ministro Guido Mantega.

O Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não se pronunciou sobre a informação publicada pelo O Globo.

A informação sobre o conteúdo da delação dos irmãos Batista gerou grande repercussão. Ainda na noite da quarta-feira, 17, o deputado Alessandro Molon (Rede) protocolou um pedido de impeachment contra Michel Temer. A solicitação será analisada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM).

Em nota, o senador Aécio Neves declarou estar “absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos. No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público. O senador aguarda ter acesso ao conjunto das informações para prestar todos os esclarecimentos necessários”.

Já a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência emitiu nota afirmando que Michel Temer jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Confira abaixo a íntegra da nota emitida pelo Palácio do Planalto:

NOTA À IMPRENSA

O presidente Michel Temer jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar.

O encontro com o empresário Joesley Batista ocorreu no começo de março, no Palácio do Jaburu, mas não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República.

O presidente defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos que venham a ser comprovados.

SECRETARIA ESPECIAL DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA PRESIDÊNCIA

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